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segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

FELIZ NATAL!

O blog AMO-TE BENFICA deseja um feliz e Santo Natal a todos os Benfiquistas na companhia daqueles que mais amam.
VIVA O BENFICA!!!

sábado, 22 de dezembro de 2007

"Feliz" Natal, andrades!

"Feliz" Natal, Sr. Jorge Nuno Pinto da Costa e na companhia daqueles que mais aprecia...
COM OS CUMPRIMENTOS DO LIPATIN!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Benfica, quando voltas para nós?

Depois do jogo do Restelo dei por mim a pensar: Será que vale a pena continuar a sonhar com este campeonato? Será que vale a pena ficar aborrecido por mais uma derrota do meu clube?

Em relação ao primeiro pensamento e por muito optimista que seja, o resultado do mesmo já está mais que definido.
Não podemos estar constantemente a lamentar-nos com as arbitragens, com jogadores Dourados que dão tudo contra nós e nada jogam contra o patrão. Devemos, isso sim, analisar a postura dos nossos jogadores em campo e perceber que se trata, claramente, de uma equipa desmotivada, que vai sobrevivendo a espaços de um golpe de génio de um ou outro jogador; estas pontualidades condicionam tudo o que seja Benfica... É imperioso fazer um análise fria e minuciosa sobre o estado desportivo do Benfica. Sabe-se, sempre, que os alvos mais fáceis são os jogadores e treinadores e sabe-se também que a “corda” ao partir, é sempre pelo lado mais fraco.

Que dizer do pensamento seguinte?...

Naturalmente que sim, mas não é de estranhar. Pelo modo como a equipa de futebol foi construída e pelo “alarido” que se fez em torno da mesma, por momentos estive em crer que esta seria candidata a vencer tudo o que se lhe afigurava pela frente. Mas ainda bem que já sou crescido e que, ao contrário de outros, não deixo que me acertem com a areia que vão mandando aos sócios e adeptos, fazendo-os crer que somos os melhores, que somos imbatíveis, porque não somos. Falta humildade aos nossos dirigentes para saber passar a mensagem. Estão habituados a pensar em grande, a pensar que tudo lhes cai de bandeja, mas isso apenas acontece nas suas vidas empresariais recheadas de sucesso. No Benfica a situação é bastante diferente, a falta de humildade destes senhores é gritante, diria mesmo que o Glorioso Sport Lisboa e Benfica se tornou no clube do “Pato Bravo”. A mística, os valores pelos quais sempre se regeram os nobres e notáveis presidentes do passado foram-se perdendo com a chegada destes novos “Patolas”, e tudo isto com o nosso consentimento.
Até quando vamos permitir que “meia-dúzia” de torpes brinquem com a maior instituição do país?!
Está nas nossas mãos...

Meu querido e amado Sport Lisboa e Benfica, ao que te fizeram chegar.
Mas mesmo assim, querido Clube, choro e vibro contigo, ser-te-ei sempre fiél, pois nos vinte anos em que desportivamente te servi, também tu me ensinaste a ser... Homem.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

All They Need is 4... Again!

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Homenagem à equipa andrade pelo fabuloso desempenho em terras de Sua Majestade, ao som da mais mítica banda inglesa de sempre, os THE BEATLES! Enjoy lolololol!!!

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Olha o que aí vem...

Caros Amigos,

Em entrevista concedida ontem à RTP N, José Couceiro disse estar pronto para voltar a treinar ou quem sabe até mesmo ser, outra vez, dirigente...
Agora tentem adivinhar onde isso poderá acontecer, visto que ele e Vieira são tão amigos...

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Aviso à Navegação

Como todos sabem hoje é dia da Selecção de quase todos nós tentar garantir o apuramento para o Euro 2008. No entanto alerto os jogadores do Glorioso Sport Lisboa e Benfica que representam a mesma.

Ao Nuno Gomes que será titular:

Nuno, cuidado! Estás a jogar em casa do inimigo. Atenta no teu Boletim de Vacinas; é imperioso que esteja em dia. O vasto leque de doenças contagiosas que por esses lados abundam chegam para que a OMS declarasse quarentena perpétua do local. Tenta estar sempre rodeado de jogadores finlandeses, uma vez que estes têm um porte atlético superior ao teu e, seguramente, conseguir-te-ão proteger de possíveis objectos que poderão ser lançados da zona onde se vão sentar a esmagadora maioria dos porcos. Aconselho-te a usares uma máscara, visto que o ambiente putrefacto que vais encontrar nessa estriqueira é propício a náuseas, desmaios e fortes cefaleias que nem a Aspirina resolve... Por isso, boa sorte! Ah, e não te lesiones.


Ao Quim que se sentará no banco:


Recomendo-te os mesmos cuidados que referi ao Nuno Gomes. No entanto, quando te sentares no banco de suplentes e uma vez que esse mesmo é usado pela equipa do putedo, observa atentamente se não se encontram seringas usadas e agulhas em estado de contaminação agravada. No caso de jogares alguns minutinhos pede emprestado um capacete de guerra aos Comandos e um colete à prova de bala aos agentes da autoridade presentes no curral, perdão, no local.
Boa sorte!

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

?????


Ainda não percebi se isto é o cartaz publicitario para o Rock in Rio ou se ainda estão a gozar com a pobre lagartada ter levado 3 do Braguinha...

terça-feira, 13 de novembro de 2007

A palavra mais versátil da língua portuguesa


" Merda "


Chega-se à conclusão que deve ser a palavra mais versátil da língua portuguesa!!!!

O uso do vocábulo merda é uma questão de educação. Ninguém pode negar que o utilizamos para múltiplas circunstâncias, relacionadas com muitíssimas coisas.

Por exemplo:

Orientação geográfica: -Vai à merda!

Adjectivo qualificativo: Tu és uma merda!

Momento de cepticismo: Não acredito nesta merda!!!

Desejo de vingança: -Vou fazer-te em merda!!!

Acidente: -Já fizeste merda!

Efeito visual: -Não se vê merda nenhuma !!!

Sensação olfactiva: - Cheira a merda...

Dúvida na despedida: - Por que não vais à merda?

Especulação de conhecimento: -Que merda será isto?

Momento de surpresa: -Merda !?!?!

Sensação degustativa: -Isto sabe a merda!

Desejo de ânimo: -Rápido com essa merda!!!

Situação de desordem: -Isto está uma merda!!!

Rejeição, despeito: -O que é que esse merdas pensa?

Para descobrir o paradeiro de qualquer coisa: -Não sei onde foi parar aquela merda...

Interjeição comum: -Que merda!!!

Crise das 17h30: -Vou-me embora desta merda!!!

Futebol: -Isto parece o Sporting!

lolol =D

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

domingo, 11 de novembro de 2007

O que têm em comum estes dois homens?!





















O que têm em comum estes dois homens?!
Ambos são ditadores e estão agarrados ao poder. Ambos têm inimigos. Segundo os mesmos, são constantemente vítimas de cabalas e perseguições internas. Ambos vivem obcecados: Chávez com George W. Bush e Vieira com Pinto da Costa. Democracia não é com eles, fingem-na, mas não a têm.
Veja quem são os "inimigos" do Presidente do Sport Lisboa e Benfica aqui.
A sua opinião é importante!

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Quem manda sou Eu...


"... mas alguém duvida de que os Meus julgamentos não vão ser onde Eu quero?!..."


Segundo se fala por aí o acusado flatulento não quer ser julgado na Madeira. No requerimento de abertura de instrução, a propósito da acusação referente ao jogo Nacional - Benfica, que terminou com a vitória do clube satélite por 3-2, Pintelho nas Costas alegou não ser aquele o tribunal competente. Argumenta que o alegado crime foi cometido em Braga, onde morava o árbitro que foi contactado telefonicamente pelo porcalhão António Araújo, e não no Funchal, onde decorreu o jogo. Em relação à fruta oferecida ao Jacinto -Leite Capelo Rêgo- Paixão, o Peidolas refere que o seu julgamento deverá ser efectuado no Alentejo -muito perto da fronteira; pira-te- já que foi aí que se deu o "eventual envolvimento" com o Jacinto. -Desculpem lá... "eventual envolvimento"?! Além de flatulento o tipo engole, eventualmente, cobras vivas?! Está bem...

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

O POLVO (17ª Parte)

Continuação

“(...) A sala de audiências estava repleta. Nas primeiras filas, os jornalistas disputavam os melhores lugares e as estações de televisão competiam pelos melhores ângulos. O povo comprimia-se nas quatro filas de bancos a si destinadas. Lá fora, nos corredores, lutava-se por uma aproximação à porta da sala de audiências, onde se posicionavam alguns repórteres radiofónicos, todos a entrarem em directo. Uma selva de cabos, dominada pelas copas mais altas dos microfones. «Fantástico», pensou o responsável pelas audiências de um canal televisivo em ascensão meteorológica (apontada assim por ter substituído os velhos apresentadores do tempo pelas melhores pernas da capital e arredores...). O carro celular travou a fundo e logo ali foi rodeado por outra multidão de jornalistas. Um deles era mesmo um conhecido pivot televisivo, que nesse dia trocara o conforto do bar onde costumava «aquecer» para o telejornal pela reportagem em directo e ao vivo. De colete de repórter bem apertado, foi ele quem conseguiu formular a primeira pergunta a José Guimarães: -Considera-se inocente ou culpado? Guimarães reconheceu de imediato o jornalista e até pensou pedir-lhe um autógrafo, mas não teve tempo para mais, pois foi empurrado por dois possantes guardas prisionais para o corredor de acesso à sala de audiências, onde entrou perseguido pelos jornalistas. -Vai fazer-se justiça! -gritava o chefe da equipa de advogados de Guimarães, o conhecido doutor Mário Taipas. Excepcionalmente, aquele era um julgamento com jurados, situação raríssima na história jurídica do País. Os advogados de Guimarães desconfiavam de uma certa conivência dos juízes com a polícia de investigação, pois aqueles eram tempos de limpeza geral das contas da nação, e nos últimos meses tinha ido tudo a eito. Para dar só um exemplo, até o ex-primeiro-ministro tinha passado dois dias na penitenciária geral... Os jurados eram sete e tinham apenas uma coisa em comum: não queriam estar ali. Impedidos de usar telemóvel durante o julgamento, os jurados imaginavam também o quão difícil ia ser viver durante meses numa pensão de duas estrelas sem água corrente nos quartos, que foi o melhor que um Estado depauperado de finanças conseguiu encontrar. José Guimarães exibia outro estado de espírito, ele que logo que entrou na sala deaudiências lançou um olhar sobre os homens e as mulheres que o iam julgar. «São minha gente», pensou, tentando sorrir para as câmaras e lançando um olhar cúmplice à mulher e à filha. Na sala de testemunhas, Reginaldo Teles e Galo da Costa não estavam tão tranquilos. -Reginaldo - disse, baixinho, o chefe -, não te esqueças do combinado... -Sim, chefe, esteja tranquilo, vou negar tudo do princípio ao fim... -Mas não te enerves. O Procurador vai armar-te algumas armadilhas. Faz de conta que não percebes a pergunta e diz «não sei» quando te parecer que te querem entalar. -Sim, chefe, mas e o cheque? -Qual cheque, porra! Não há cheque nenhum. O cheque não é teu, é aqui do presidente do Leça e foi entregue ao Guimarães como um simples empréstimo de capital. E isso, que se saiba, não é crime. -Não, chefe, mas e se o Guimarães abre o livro? -Isso está fora de hipótese. Tinha muito mais a perder do que nós, e ainda a semana passada entreguei dois mil contos à mulher dele... -´Tá bem, chefe, não se preocupe, vai tudo correr pelo melhor, não é, Senhor Manuel Lopez “Rodriguinhos”.
O presidente do Leça não estava tão seguro disso e falou alto de mais para o gosto de GC: -No meio disto tudo, quem se vai lixar ainda vou ser eu. Mas se for assim... -Calma, presidente, não vá mais longe. Você sabe muito bem que isto está controlado -corrigiu, de pronto, GC. -Sim, eu sei, mas um julgamento é sempre um julgamento e já ouvi dizer que o Ministério Público tem um trunfo na manga... -Ter um trunfo, pode ter. Mas não é de certeza o ás de trunfo. Desses eu tenho dois na manga -gabou-se GC, enquanto abria um dos jornais desportivos do dia e se ria com um título. -O fim do Império, dizem estes anormais -comentou. -Mais uma vez vou provar a estes tipos que quem faz as previsões sou eu... A Polícia Judiciária tinha conseguido, após longos meses de investigação, reunir provas suficientes para levar à barra do tribunal não só o árbitro José Guimarães mas também um conhecido presidente que podia arrastar consigo GC e Reginaldo. A acusação teve mesmo a ousadia de nomear estes dois últimos como testemunhas de acusação de Guimarães. A ideia era clara: de uma só cajadada, juntavam-se todos os coelhos na mesma toca. E podia ser que um tiro para o ar conseguisse abater o chefe da corja. O certo é que depois da investida da PJ, Galo da Costa ficou mais frágil. O escândalo tinha sido enorme e já ninguém duvidada da existência de uma poderosa organização que fabricava resultados e distribuía dividendos por muita gente. Para se safar da contenda, GC teve de se apoiar em muita gente. Pedir pareceres jurídicos. Dar a conhecer um pouco da sua vida. Claro que foi ajudado por pessoas importantes e bem colocadas, mas, não obstante tudo terem feito para uma defesa bem alicerçada, foram tomando conta da situação e, em cada passo dado, GC tornava-se mais refém dos amigos que o apoiavam. Os advogados mais directamente ligados a ele, para além dos milhares que foram facturando, passaram a ocupar lugares de relevo em toda a estrutura do nosso futebol, somando vencimentos que fariam inveja a um qualquer ponta-de-lança que semana a semana leva atrás de si muitos milhares de amantes do futebol. Eram verdadeiros artistas na arte do embuste, e a ausência de carácter e de coluna vertebral ainda mais os assemelhava a autênticos répteis (...)”.

Continua

Nota: Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência


terça-feira, 6 de novembro de 2007

PENALTY... PALHAÇOS!!!

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Anda a manada a UIVAR pela falta que, segundo eles, não existiu e que deu origem ao segundo golo do Benfica e consequente vitória em Paços de Ferreira.
Mas a manada esquece-se que nem só do ar ou –consoante os casos- de merda vive o Homem (homem). Há, e ainda bem, pessoas atentas aos acontecimentos futebolísticos no nosso país. Agora, as mentes porcas e opinadeiras, cheias de correntes de ar naqueles infelizes cérebros vazios de conteúdo válido, (jornaleiros avençados e respectivos vomitadores de opinião televisivos) faz com que este tipo de lances passe em cegueira colectiva.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

O BENFICA É NOSSO!!!

Tinha todos os ingredientes para ser uma Assembleia Geral como todas as outras que até aqui têm sido: uma dúzia de cadeiras numa sala para outras tantas pessoas e com os resultados previamente esperados.
A Direcção do Sport Lisboa e Benfica enganou-se redondamente ao menosprezar a força que, afinal, os sócios ainda têm dentro do Nosso Clube e não sabia o que lhe esperava.
O primeiro cartão amarelo foi mostrado aquando a aprovação do Relatório e Contas referente a 2006/07 que passou por escassa maioria -quanto a mim, os votos foram forjados!- com 1033 votos a favor, 726 contra e 555 abstenções. Os sócios presentes quiseram com isto mostrar a sua indignação pela forma como estão a ser tratados pela Direcção do Sport Lisboa e Benfica. Com o resultado desta votação, a mesa da Direcção, pode dizer-se, começou a transpirar. De seguida foi a votação à proposta apresentada pela Direcção, com vista à concessão da Distinção Honorífica "Sócio Honorário", a Henrique Granadeiro, Presidente da PT. E eu agora pergunto: Com que fundamento?! O que fez este sr. pelo Nosso Clube para merecer tal distinção?! Resultado da mesma: CHUMBADA!!! 1.734 votos contra, 105 abstenções e 1.279 votos a favor. -Outra tanga! Os votos contra foram muito superiores aos anunciados- E porque é que os trabalhos da Assembleia Geral foram abruptamente concluídos?! Porque alguém teve a ousadia de chamar as forças da (des)ordem. De novo eu pergunto: Há, numa Assembleia Geral destinada a sócios do Benfica, necessidade de estarem presentes elementos da PSP?! Se calhar até há mesmo, visto que, às questões colocadas pelos associados presentes à Direcção do Sport Lisboa e Benfica, estes cobardemente não quiseram ou não souberam responder.

Sr. Vieira e respectivos membros da Direcção, os srs. estão a comprar uma guerra que não vão vencer.

Sr. Vieira, os sócios já não compram a sua banha da cobra!!!


O BENFICA É NOSSO, vocês estão só de passagem!!!

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

O POLVO (16ª Parte)

Depois de algum tempo sem publicar a história que abala o desporto português, eis de volta mais um episódiozinho desta bela aventura à portuguesa. Aproveitem, pois agora só na próxima sexta-feira, dia 2 de Novembro é que volta a haver... Polvo!
Continuação

”(...) Reginaldo entrou na casa de banho, molhou a cara, penteou-se, esperou pelo café e só depois foi ter com GC. -Então presidente! Quer falar comigo? -Quero. As olheiras de Reginaldo não passaram despercebidas a GC, e este, desconfiado, não resistiu a perguntar: -Foi a algum lado em especial? -Tive de tratar aí de umas coisas. Olhando para a bailarina que se enroscava no pescoço de Galo da Costa, Reginaldo piscou-lhe o olho, enquanto lhe dizia: -Está na hora de te preparares para o show. A mulher entendeu perfeitamente a mensagem e, com um beijo, despediu-se de GC. Este não esteve com mais delongas e atacou no primeiro impulso: -Temos de ter atenção, porque os gajos estão a preparar o ataque final. Ninguém pode cometer erros, e atenção ao George Gomes, porque ele não é muito certo. Temos de ter cuidado com o tipo. -Mas, presidente, agora que estamos no final do campeonato, é quando isto dá mais. Como é que vamos fazer para satisfazer os nossos clientes? -Há que ter muito cuidado e fazer os negócios com mais segurança. Agora só se trabalha com um ou dois clubes, no máximo, o resto já está definido, e não podemos andar a fazer mais promessas. Segundo as informações que tenho, eles estão precisamente à espera do final do campeonato para entrarem em acção, mas ninguém sabe quem é que vai ser incomodado. Penso que ninguém nos vai tocar. Reginaldo ficou um pouco assustado e lembrou-se de George Gomes. Tinha de o avisar, mas deixou essa diligência para o dia seguinte, lamentando-se a GC: -Quem tem a culpa disto tudo são esses filhos da puta dos jornais. Andam para aí a levantar a suspeição e não nos deixam trabalhar à vontade. Se pudesse, matava-os a todos. Nem fodem nem deixam foder. Nessa noite, Reginaldo quase nem dormiu a pensar no que lhe podia acontecer. Depois de Reginaldo ter falado com George Gomes e lhe ter explicado a conversa que tivera com o presidente, avisando-o dos cuidados a ter, numa primeira reacção, este começou a tremer, assustado, mas acalmou-se quando o seu raciocínio o levou a pensar que para tocarem nele tinham de tocar em GC. -O homem tem muita força. Ninguém lhe chega. Nós estamos protegidos. Reginaldo abanou a cabeça, concordando com a sua análise, mas deixou na mesma o aviso: -Temos de ter cuidado. As coisas não estão fáceis. George Gomes tinha compromissos assumidos. Longe iam os dias em que vivia numa ilha, tinha de mijar num penico e, para necessidades mais sólidas, percorrer 50 metros e ficar em fila de espera à porta de uma retrete que servia os restantes 20 inquilinos. Já tinha largado o pesado martelo de bate-chapas, estava habituado a bons apartamentos e a passar férias no estrangeiro em bons hotéis. Necessitava de solidificar a sua pequena fortuna, porque, se a organização se desmoronasse, estes hábitos ficavam seriamente comprometidos. George Gomes não olhava a meios para atingir fins. A vigarice estava-lhe no sangue. O sentido de amizade e reconhecimento, para ele, simplesmente não existiam, e em vez dos cuidados a que fora aconselhado, começou a fazer os seu negócios vigarizando alguns dos seus melhores clientes. A acção de George Gomes chegou ao conhecimento de GC, e este não ficou nada contente com a situação. Mandou chamar Reginaldo e ordenou-lhe o despedimento da criatura: -Não o quero ver mas ao serviço do nosso clube. Esse gajo é um filho da puta de um vigarista. Não conhece ninguém, e é capaz de nos comprometer seriamente. Rua com ele! -Mas presidente... se ele dá com a língua nos dentes? -Fica sem ela! Safa-te da forma que quiseres. Foste tu que o trouxeste, agora arruma tudo com ele. Reginaldo saiu do gabinete de GC sem saber muito bem o que devia fazer, mas duma coisa tinha a certeza: o Gomes era mesmo um indivíduo sem escrúpulos. Logo que o encontrou, fez-lhe saber que o presidente o queria na rua: -Não tiveste juízo, acabou aqui a tua história. George Gomes sorriu com cinismo e disse sem mais delongas: -Vocês não julguem que se livram de mim com tanta facilidade. Se eu cair, vocês caem comigo, principalmente tu Reginaldo. Lembra-te que nos orientámos muitas vezes em negócios que o presidente nem sonhava que se faziam, e se me mandarem embora, chibo-me. Reginaldo ficou assustado e, sabendo que George Gomes era mesmo capaz de cumprir a sua promessa, resolveu dar a volta doutra forma à situação. -Eu vou falar com o presidente novamente, mas tu tens de me prometer que vais cumprir as ordens que te damos e não vais andar para aí a fazer mais merda. Virou-lhe as costas e entrou no seu carro a pensar como é que se poderia livrar daquela encrenca. Só havia realmente uma saída: obrigar o presidente a recuar na sua acção. Naquela mesma noite, encontrou-se com Galo da Costa e pediu-lhe para repensar a sua posição: -Ó presidente, o George está arrependido do que fez. Vamos dar-lhe outra oportunidade... -Nem penses nisso. Esse gajo já fez merda de mais para continuar ao nosso serviço. Ele pode comprometer toda a nossa acção. Rua com ele... Não há contemplações. Reginaldo ficou entalado e sem palavras. Olhou a alcatifa do gabinete de GC, sem saber muito bem o que havia de fazer. Com a biqueira do sapato começou a raspar o desenho que nela estava inserido e resolveu arriscar, quando disse: -Presidente! Se ele for embora, eu também vou. GC saltou da cadeira e não queria acreditar no que estava a ouvir. Sabia que, naquele momento, não podia prescindir dos serviços de Reginaldo e era demasiado perigoso deixá-lo fora da organização. Era a primeira traição do seu dilecto amigo. Do seu confidente. Do homem da sua confiança. Sem saber muito bem o que devia fazer, GC sentiu que estava a ser refém dos monstros que criara e resolveu actuar com mais precaução: -Ele é assim tão teu amigo? Não estás a confiar demasiado num gajo que não vale nada? Reginaldo não respondeu, e GC, passeando-se pelo gabinete, esperou alguns minutos até pronunciar a sua sentença. Sabia que não podia perder autoridade e tinha de arranjar uma solução. -Vou pensar no assunto e depois digo-te alguma coisa. Mas ficas a saber que te vou responsabilizar por toda a merda que esse gajo fizer. Reginaldo saiu do gabinete mais descansado, enquanto GC registava a primeira traição do seu maior amigo. George Gomes aguentou-se no seu primeiro round. Dias depois, a Polícia Judiciária entrava em acção. Os grandes problemas foram esquecidos, porque, tal como tudo tinha começado há vinte anos atrás, o slogan revolucionário continuava a ter a mesma força: «Só unidos venceremos...» (...)”.

Continua...

Nota: Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Ainda há muito a fazer...


Caros AMIGOS,
Ainda a propósito do jogo de ontem...
Não se pense que está tudo bem, porque não está. Este Benfica continua a revelar muitas fragilidades em alguns sectores, senão vejamos:
Quim - Em grande forma. Boas intervenções, mas numa delas largou a bola e... Só acontece a quem lá anda.
Maxi - A lateral não me convence. Talvez seja mais útil no meio-campo.
Léo - Cumpriu, mas ainda não atingiu a sua melhor forma. Na 2ª parte, duas precipitações ao
rapidíssimo McGeady proporcionaram lances muito perigosos para Quim. A rever os seus intentos.
Katsouranis - Não consigo compreender o que vai na cabeça de Camacho. Com dois centrais de raíz no banco e com Zoro a subir de forma -há que rentabilizar o jogador- porque se desperdiça o talento que Katso impõe no meio-campo?!
Luisão - É um bom central, mas não é um central completo. Um central completo transporta a bola, cria desequilíbrios na equipa contrária e marca golos. A Luisão falta-lhe, por vezes, algum discernimento nos passes longos que efectua. Contra este tipo de equipas -britânicas- e salvo raras excepções, é bola rasteira até ao momento do cruzamento na linha... de fundo!
Binya - É actualmente o grande pulmão da equipa na recuperação de bolas. Não se furta ao choque e revela uma adaptação fantástica.
Rui Costa - Está a perder o fulgor do início da época, mas não deixa de ser uma peça fundamental na manobra ofensiva da equipa. Quando mais ninguém conseguia resolver, o Rui colocou mãos à obra e foi para cima dos escoceses, levando a equipa consigo.
Nuno Assis - Parece-me ainda afectado com a situação de que foi alvo na época transacta. No entanto tem a obrigação de fazer muito melhor, porque é um grande jogador. Jogou muito colado à linha. Há que ser mais rápido a soltar a bola, mas para isso os colegas têm que colaborar.
Rodríguez - O mais inconformado na 1ª parte. Correu, correu, correu... Tentou tabelinhas com Cardozo e estas não saíram como o esperado. Na 2ª parte foi-se abaixo o que é normal para aquilo que correu nos primeiros 45 minutos. Sr. Veira compre este rapaz!
Bergessio - Muito esforçado, mas não chega. É necessário criar espaços para Cardozo. Falta-lhe velocidade, confiança e entrosamento. Por vezes parece -e está- perdido no campo. Mas os assobios que lhe dirigiram não vão fazer com que seja melhor, bem pelo contrário.
Cardozo - "O que é que é preciso?!" dizia ontem Miguel Prates. Mala pata?! Não! Óscar Cardozo é um finalizador nato e não um jogador para tabelar como Rodríguez quis fazer crer, e muito menos jogar de costas para a baliza. A missão de tabelar é com Bergessio. Cardozo marcou um golo de boa execução técnica, mas também falhou outros. Este golo, certamente, dar-lhe-á mais confiança.
Freddy Adu - Tem vontade de vencer, de ultrapassar os desafios que a imaturidade lhe proporciona. Tem vindo a subir aos poucos, a adaptar-se a uma nova realidade. Deixem-no crescer...
Di María - Tem tanto de talento como cara de puto reguila. É uma pedra preciosa a ser trabalhada. Deslumbra-se com facilidade e isso sai caro à equipa. Passe fabuloso para Cardozo finalizar. O Benfica acelerou o seu jogo com a entrada de Di María e de Adu.
Luís Filipe - Quem?! Oh presidente Vieira, pare de mandar areia para os olhos dos sócios.
Para finalizar...:
A moldura humana no nosso estádio foi MISERÁVEL. (Será o fim do mês?!)
Quem quiser assobiar a equipa fique em casa. Devem, isso sim, apoiar, gritar pelos jogadores e incentivá-los a ganhar!
Uma(s) palavra(s) de apreço para os adeptos do Celtic FC. Impecáveis. Ordeiros, educados, com fair-play e incasáveis no apoia à sua equipa. E tudo com muito álcool à mistura. -Afinal o álcool não serve de desculpa para outro tipo de aventuras...
P.S.- Imagem do Cardozo roubada ao amigo Vermelhovzky.
P.S.2- Amanhã há "Polvo" para o pequeno-almoço...

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Unhas... de Fome


Segundo se sabe foi prometida a devida homenagem a um jogador que acabou a sua carreira de forma precoce... Ivaylo Iordanov. Foi um dos jogadores que conquistaram o título lagarto depois da longa travessia do Sahara durante 18!!! penosos anos.

O clube da Osga não está disposto a realizar um encontro de homenagem a Ivaylo Iordanov por considerar “o jogo pouco interessante, que levará pouca gente ao estádio e que terá um grande prejuízo com a organização do mesmo". afirmou José Serrão, advogado de Iordanov.

Para o advogado, o jogo de homenagem "é um direito que resulta de um contrato assinado pelo Sporting e o Iordanov", sendo que o antigo futebolista apenas quer que o clube "cumpra o que contratou" quando o búlgaro terminou a carreira de futebolista e passou a treinador das camadas jovens. José Serrão lembrou que Iordanov "é uma figura carismática da família leonina e do desporto nacional" e que o jogador quer "despedir-se da massa associativa do Sporting, que sempre o acarinhou".

Vejam lá se ajudam o rapaz que sempre foi um grande profissional e demonstrou a sua lealdade para com o emblema chorão ou cornão (como lhe quiserem chamar).

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Sem Vergonha No Focinho...


Foi impressionante a Jornada deste fim de semana, fiquei agora convencido que o 1º e 2º lugar está entregue e apesar dos processos em tribunal nada ou quase nada mudou...
Em Coimbra aquele penalty se fosse a favor de SLB não era marcado e não tenho duvida nenhuma nisso. Em Alvalade o 1º golo do Zbording é um escandalo como à muito não via, foi impossivel o sr Arbitro não ter visto, e não me digam que foi 3-0 e ficava 2 porque isso é de quem não percebe um caralho de futebol!!
Bem e em Leiria fiquei com a certeza de que esta epoca vai ser dificil, muito dificil ganhar jogos, existem 3 faltas sobre o Cardozo á entrada da aréa que não foram marcadas, 3 Foras de jogo em que em 2 deles o nosso jogador ficava isolado também mal marcados, 1 penalty clamoroso sobre o Nuno Gomes e não chegando ainda aquele boi do caralho no ultimo minuto marca uma falta inexistente á entrada da aréa do SLB para o Leiria empatar no fim do jogo...
Sabe-se agora porque existiu a manobra na Reboleira na taça da liga, é facil de ver não é??
Metia-os a todos dentro de uma panela com agua a ferver, filhos da puta!!!!

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Há pois é!!!!

Só conheço um animal que não gosta do VERMELHO... A lagartada e a filha da putada do norte não gostam e só querem é marrar com o vermelho...

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

PALHACITOS!!!!

Então ontem o 1º golo do sporting marcado por este palhacito em falta (claro pé em riste) não mereceu por parte de Paulo Bento nenhum comentario???
Foda-se andam-se a chorar desde que começou a época que são roubados e ninguém fala deste escandalo internacional???

PS- Não me esqueci também do penalti que ficou por marcar a favor do setubal em alvalade...

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

VERGONHA!!!

Sábado uma hora antes do jogo os robocops invadiram a sala de convivio junto ás claques do Benfica, como é obvio o pessoal não reagiu bem e foi arremessado objectos contra os acab!!!
A bofia entretanto entrou a matar ao pessoal e ainda levou um gajo pelos cabelos lá para fora...

ps- Somos perseguidos dentro e fora de campo...

ps2- Os lagartos conseguiram virar o contexto, o Benfica foi roubado e eles afinal é que são os coitadinhos, Sr Luis Filipe Vieira acabou-se as entrevistas para os filhos da puta dos jornalistas sff, e também era bom que os proibisse de entrar na luz até eles serem isentos e imparciais...

ps3- Não houve nenhum cabrão de um jornalista na conferencia de imprensa capaz de perguntar ao boi do Paulo Bento o que ele tinha a dizer do penalty roubado ao setubal em alvalade na passada semana???dasss!!!

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

E o nomeado é...


Pedro Lagarto Henriques!!! o juiz oficial do scp!!! Querem apostar que quem marcar o Liedson aos 3 minutos está a levar amarelo??? É uma vergonha, a lagartada amiga da andradaria têm as costas quentes para o jogo com o magico BENFICA... Vai ser dificil mas estamos habituados a jogar contra 12, por isso é que houve o penalty na amadora foi apenas para desviar as atenções do derby e da merda de nomeação!!!

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Sem Comentarios...


PS- Hoje a tripeirada não está muito católica...
PS2- podem cagar postas de pescada do penalty do benfas etc, etc...tou me a cagar...
ps3-Andrades começou o descalabro, a partir daqui é sempre a descer...

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Protesto do zpording!!


Soares franco já fez saber que vai protestar o jogo de Alvalade frente ao Vit Setubal, segundo apurámos o 2º golo da equipa sadina foi marcado pelo pitium que saltou de um buraco na relva e marcou um grande golo de cabeça, aqui ficam as palavras de Soares Franco:
"isto é uma vergonha, mais uma jornada a sermos prejudicados, vejam bem o Vitoria jogou com 12 jogadores, e ainda por cima o pitium estava fora de jogo!!!"
realmente agora tenho de concordar com SF assim é dificil...

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

CASTIGADO


pois é já saiu o castigo ao Scolas, vai apanhar 4 jogos de suspensão (todos os que restam na fase de qualificação)... Pode ser que assim se não for ele a fazer as substituições, a selecção consiga ganhar esses jogos...

sábado, 15 de setembro de 2007

Aqui está meus senhores...



Aqui está a 1ª liga fantasy football do AM-SLB.Vão ao link :

http://pt.uclfantasy.uefa.com/M/home.mc

inscrevam-se é gratuito e na parte onde diz ligas coloquem este código: 35355-13962

ps- A lagartada e andradaria tb pode concorrer , só nakela de levar baile...

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

PORQUÊ?!

Caros AMIGOS, assobiadores de ex-jogadores e anti-Scolaris,
É óbvio que a atitude de Scolari não é normal e a mesma é de condenar. Mas porque é que Scolari a teve?!

A pressão a que Portugal está sujeito em termos classificativos na tabela, a pressão que a própria imprensa está a colocar nos jogadores (e com razão) e no próprio treinador, possivelmente fez com que o nosso seleccionador tivesse tomado esta atitude, por ver todo um trabalho ir quase por água abaixo e a consequente demissão do mesmo. Além disso, o desemprego de Scolari será o sonho de muitos compadres que viram os seus lóbis terminarem ou serem sujeitos -como está a acontecer- a um longo período de férias. Mais uma vez digo que não foi uma atitude correcta. Mas será que somos todos santos?! Será que todos nós conseguimos controlar os nossos impulsos e emoções em momentos de desespero?!

terça-feira, 11 de setembro de 2007

PARA REVER

Caros AMIGOS, betinhos de Cascais e merda flutuante,
Estão já à vossa disposição no Youtube três (-3- assim os broncos compreendem melhor) episódios do documentário produzido e divulgado pela RTP no passado dia 16 de Agosto de 2007 sobre a vida do flatulento acusado e alguns dos seus amigos corruptos.
Nesta série poderão ainda constatar testemunhos surpreendentes de pessoas de vários quadrantes da nossa sociedade. (Octávio Machado, Óscar Schindler, perdão, Óscar Cruz, Macaco Palhaço, Gaspar Ramos, Pacheco Pereira, António Laranjeiro, Marinho Neves, Guilherme Aconduzir, Jorge Coroado, etc.)
P.S.- Para visionarem os episódios, devem descer um pouco e clicarem no link que se encontra à vossa direita que diz: Benfica no Youtube.
Obrigado.

O POLVO (15ª Parte)

Caros AMIGOS, imprestáveis e restante manada desdentada do enclave,
É fabulosa a falta de capacidade de determinados torpes em assumir a vergonha e a falta de princípios que deveriam existir na mente destes cadáveres... Mas adiante... Leiam e vejam o porquê das "coisas".
Continuação

“(...) Galo da Costa controlava todas estas áreas, e não havia dúvidas de que era ele quem mandava no futebol. A Polícia incomodava toda a gente, procedia a investigações, fazia buscas residenciais a várias personalidades, que toda a gente sabia serem satélites de GC, mas nele ninguém tocava. GC, surgia sempre acima de toda a suspeita e com uma porta aberta para sair em defesa dos seus protegidos e dar-lhes a cobertura necessária. O Grande Líder tinha consciência daquilo que valia e do poder que tinha. Sabia que os mais altos dirigentes políticos lhe vinham mendigar apoio nos momentos cruciais. O escândalo não o afectava; a contínua suspeita que caía sobre ele e os seus sócios não tinha grandes efeitos sociais, como se toda a gente aceitasse pacificamente que o futebol era um antro de negócios marginais. O certo é que, apesar de todos os hinos cantados à inocência, quando surgia uma suspeita de corrupção ligada ao futebol, a direcção era sempre a mesma e atingia sempre as mesmas pessoas. Ninguém podia pensar numa perseguição injusta, como fazia crer, porque isso seria até um insulto a Galo da Costa e à sua reconhecida capacidade de gestão de problemas. -Eles que venham comer o milho à minha mão - sussurrava GC, enquanto abria mais uma edição do «Independente», de novo com a sua foto na capa.
A Polícia Judiciária estava no auge das suas investigações. Tinha acumulado provas substanciais, o que levava a brigada a pensar que já havia dados mais que suficientes para começar a prender pessoas. Mas cantaram demasiado cedo o grito da vitória. Não acreditavam na força que a organização tinha e acabaram por ser surpreendidos, isto não obstante terem mesmo chegado a ser passados vários mandatos de busca a casa dos maiores suspeitos. Galo da Costa tinha conhecimento das investigações que estavam a ser efectuadas e avisou Reginaldo Teles para que este se rodeasse de maiores cuidados nos negócios que efectuava. Aos poucos, foram retirando de suas casas documentos que poderiam indiciar a sua actividade marginal. Começou a haver um maior cuidado nos movimentos bancários, mas o negócio não parou. Quando tinham dúvidas sobre como deveriam actuar sem deixar rastos que mais tarde os pudessem comprometer, consultavam um dos seus advogados com fama de grandes especialistas em crime e avançavam com todas as medidas de precaução. As despesas eram muitas, e acabar com o negócio seria o princípio do fim. Alguém tinha de saldar as dívidas e repor o dinheiro mal aplicado. Num dos momentos de maior pressão, tornou-se necessário negociar o resultado de um jogo com um árbitro portuense. O preço estabelecido foi de três mil contos e foi marcado encontro com esse juíz na segunda-feira seguinte no bar de Reginaldo. Nessa noite, o primeiro a chegar foi George Gomes e só mais tarde apareceu Reginaldo, um tanto desconfiado, olhando para todos os cantos da sala com a nítida intenção de identificar todos os seus clientes e classificar os suspeitos. Nem sequer cumprimentou George Gomes, e este, um tanto admirado, não entendendo o que se estava a passar, acabou por perguntar entre dentes: -O que é que tens. Está cá alguém da Judite? -Estou a ver se descubro alguém suspeito. Olha aqueles dois ali ao canto. Conheces?George Gomes rodou sobre os calcanhares com tal velocidade que até entornou o whisky que tinha na mão, marcando-lhe o príncipe-de-gales. Reginaldo, irritado com tal atitude, não se conteve: -És mesmo burro. Se eles forem da Judite, dás logo a perceber que estás comprometido. -Oh, pá, fiquei assustado! Tens razão, mas não te preocupes com aqueles dois. Eu conheço-os. São cabritos. Reginaldo Teles respirou fundo e comentou com George Gomes o jogo do dia anterior e o investimento dos três mil contos. -Viste ontem? Foi tão fácil. Ele controlou o jogo como quis, não houve escândalos e hoje a Imprensa não faz grandes críticas. Assim é que é bom ganhar dinheiro. George Gomes não perdeu a oportunidade para perguntar quando é que os três mil eram entregues, assim como a comissão deles, e Reginaldo Teles explicou-lhe o seu plano com uma certa vaidade: -O homem ficou de vir cá hoje entregar o dinheiro, e o árbitro também vem cá buscá-lo. Devem estar aí a chegar. -Mas, não é perigoso? Ele devia ter sido pago antes, como os outros. O chefe não nos avisou para termos cuidado, porque estávamos a ser seguidos? -Não te preocupes, eu tomei as minhas precauções... Reginaldo nem sequer teve tempo para acabar a frase, pois o árbitro cumpriu escrupulosamente o horário e estava, nesse momento, a entregar o seu sobretudo no bengaleiro. Após receber a ficha de depósito, dirigiu-se para uma mesa, cumprimentando Reginaldo de esguelha. O empregado abeirou-se do cliente, e este pediu um whisky com Coca-Cola e muito gelo.
Não passaram mais de 10 minutos e entrou o dirigente que levava os três mil contos. Tal como o árbitro, entregou o seu sobretudo ao porteiro e dirigiu-se para outra mesa, fazendo também um leve aceno de cabeça a cumprimentar Reginaldo que, de imediato, lançou um olhar cúmplice a uma das suas miúdas. Esta, sem perder tempo, foi sentar-se na mesa do dirigente, e minutos depois já saltava a rolha da primeira garrafa de champanhe, enquanto a empregada lhe mordia o lóbulo da orelha e lhe prometia uma noite de sonho. O árbitro acabou de sorver o seu whisky, chamou o empregado, pagou e dirigiu-se para o bengaleiro, a fim de levantar o seu sobretudo, que lhe foi entregue de imediato. Saiu, metendo uma nota de cinco mil na mão do porteiro. George Gomes, que seguiu todos estes movimentos em silêncio, acabou por perguntar a Reginaldo: -Então o gajo foi-se embora e não levou a pasta? Viste a gorja que ele deu ao porteiro? -És um principiante nestas andanças. George Gomes ficou a olhar para Reginaldo Teles, sem perceber muito bem o que este queria dizer, mas a explicação veio de seguida num tom que denunciava uma certa vaidade: -Quando o árbitro entrou, entregou o sobretudo no bengaleiro, não foi? -Foi, eu vi. -Depois, quando chegou o «pato», fez exactamente a mesma coisa. Só que no sobretudo dele vinha um pacote com os 3 mil, e o Chico Mancas -o homem do bengaleiro- já tinha instruções para passar os três mil de um sobretudo para o outro. Por isso, quando o árbitro saiu, já tinha no bolso a fruta. Desafio o mais esperto a provar que alguém lhe deu aqui dentro o que quer que fosse. George Gomes ficou de boca aberta, sem dizer palavra, e Reginaldo enchendo o peito não resistiu a comentar: -Ainda não entendeste? És mesmo burro. A isto chama-se a táctica do sobretudo.
As investigações intensificavam-se, o cerco apertava-se e Reginaldo Teles começou a beber uns copos a mais. Num dos seus momentos de delírio, devido ao exagero de alcoolémia, deu consigo a pensar no passado. Viu-se no centro do ringue, de luvas levantadas, gritando vitória. Lembrou as patrulhas que fazia em Santos Pousada, quando era necessário controlar as suas putas. Os momentos difíceis e as lutas travadas. E chorou. Agora, graças ao futebol, era um empresário de sucesso. Sozinho, sentado na secretária que tinha a um canto do seu escritório, entrou num momento de tristeza. Algumas lágrimas começaram a rolar pelo seu rosto, enquanto o ranho se lhe soltava pelo nariz. Entabulando um diálogo consigo próprio, reviveu o passado: -Tenho a agradecer muito ao GC, mas também, se não fosse eu, se calhar ainda hoje ele andava a vender fogões. Soltando um palavrão ao mesmo tempo que atirava o copo para o chão, foi justificando as suas atitudes como se procurasse no infinito a razão para as suas acções. -Temos o dinheiro que nos apetece. Isso é crime? Nós fazemos parte do espectáculo. Somos nós que montamos a tenda. Somos nós que damos a alegria ao povo. Ganha quem a gente quer. Fazemos muita gente feliz. Temos de ser bem pagos por isso. Somos os maiores!... Este último grito alertou o porteiro, que foi avisar Lisa. Esta largou o balcão, entregando a gestão das operações à sua grande amiga Jennyza, uma mulata que não escondia o seu gosto pelas mulheres. Lisa entrou no escritório deparando com Reginaldo a cambalear e a tentar encontrar a cadeira da sua secretária. Lisa fechou de imediato a porta e comentou com ar de desprezo: -Já viste a cena que estás a fazer? Olha se alguém te visse nesse estado. Deita-te mas é aí a dormir, para ver se isso te passa até fecharmos. Reginaldo olhou Lisa e voltou a lembrar-se do passado. Também ela o tinha ajudado a triunfar, e prometeu: -Se nos safarmos desta, podes ter a certeza que vou acabar com esta merda do putedo. Não quero mais putas a trabalhar para mim. Vou abrir um bar decente. Já chega! Agora sou um senhor. O primeiro-ministro até me quis condecorar, mas quando soube que eu tinha esta merda, recuou. Acabaram-se os alternos. Lembra-te que até posso vir a ser presidente do nosso clube. Ao ouvir isto, Lisa torceu o nariz e respondeu: -Com que grande bebedeira tu estás... -O quê... não acreditas? Olha que continuo a ser o número dois do nosso clube, e alguns candidatos políticos até já me pedem apoio para as eleições. No fundo, eles são como nós. Com putas ou sem putas, é quem mais se orienta. Não vês o nosso presidente. Os grandes políticos vêm todos ao beija-mão. O futebol é que comanda este país, e o resto é treta. Lisa não lhe deu muita conversa e ajudou Reinaldo a deitar-se num pequeno sofá,tirando-lhe a garrafa do whisky da mão: -Hoje, já não bebes mais. Dorme um bocadinho, que isso passa-te. Quando tomou a sua posição no balcão, viu entrar Galo da Costa e ficou assustada. Se ele visse o estado em que estava Reinaldo, era capaz de ficar aborrecido. Por isso, chamou-o para o cumprimentar e sem lhe dar tempo para perguntas disse: -O Reginaldo teve de sair, mas deve estar aí a chegar. Sente-se ali numa mesa que eu mando-lhe já boa companhia. GC sorriu, e acabou por dizer: -Confio nos seus gostos. Estou mesmo a necessitar de uma coisa boa para me divertir, porque problemas já eu tenho com fartura. Passadas duas horas, GC já estava todo lambuzado de bâton. Lisa tinha-lhe colocado na mesa uma das bailarinas que fazia parte do show e, como uma boa profissional que era, esta fez GC esquecer o tempo.
Lisa entrou novamente no escritório, e Reginaldo roncava que nem um porco. Abanou-opara o acordar, e este, estremunhado, abriu os olhos e começou a gritar: -Eu estou inocente, o GC é que tem a culpa de tudo... Lisa deu-lhe um estalo, ao mesmo tempo que dizia: -Está calado. Não faças cenas, que eu não sou da Judite. O GC já está lá fora há duas horas. Arranja-te, que eu vou buscar-te um café. O homem parece que quer falar contigo ainda hoje (...)”.

Continua...

Nota: Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

domingo, 9 de setembro de 2007

O POLVO (14ª Parte)



Caros Amigos, pessoal dos terrenos e incendiários de escritórios,

Após bastante tempo de ausência, consegui, finalmente, recuperar o disco rígido do meu computador onde tenho toda a minha escrita sobre a escória Andrade e respectivos episódios de “O Polvo”. Espero que continuem a apreciar.


Continuação


”(...) Os agentes destacados para a investigação conheciam o terreno que pisavam e não estavam nada optimistas em relação às provas que poderiam vir a encontrar. Isto apesar de terem assistido a vários encontros e conversas que indiciavam a existência de actos corruptos. Um dia, resolveram seguir Reginaldo Teles e acabaram num bar de alternos perto do Marquês. No seu interior estavam dirigentes de um clube, em amena cavaqueira, e que tinham lá ido para se encontrar com um árbitro que lhes ia apitar o jogo da próxima jornada. O espectáculo estava a começar, e no meio da pista exibia-se um travesti com farta cabeleira longa encaracolada e um vestido coberto de lantejoulas vermelhas que lhe descia pelas pernas até ao tornozelo, abrindo uma enorme racha que se prolongava pela coxa esquerda. Cantava em play-back uma canção de Maria Betânia. O árbitro, sentado numa mesa próxima da pista, coçava a sua careca, enquanto alisava os poucos cabelos que lhe sobravam e que lhe cobriam apenas as têmporas. Levou o copo de whisky aos lábios e pousou-o quase de imediato para aplaudir a actuação do travesti. Quando lançou um olhar sobre a entrada viu surgir Reginaldo Teles. Uma das putas levantou-se com ligeireza e foi cumprimentá-lo, enquanto as outras a olhavam com inveja e diziam: -Se a Lisa sabe desta merda, vem aí e dá-lhe uma tareia que a fode. Reginaldo, sem perder o seu habitual fair-play, afastou a mulher e, quando ela se virou, mostrando um cu arrebitado e comprimido numas calças de licra, não resistiu a dar-lhe uma palmada, enquanto lhe dizia: -Tens o melhor cu da Europa. O árbitro assistiu a toda a cena e cumprimentou Reginaldo com um ligeiro aceno de cabeça. Os dirigentes ganharam coragem, levantaram-se e foram falar com o árbitro, que os conhecia e já esperava a investida. Após os cumprimentos tradicionais, o árbitro esperou pelo primeiro ataque, e logo que lhe referiram o jogo de domingo disse apenas: -Não percam tempo. Esses negócios não são tratados comigo. Se querem alguma coisa, falem com Reginaldo Teles. Ele chegou agora, falem com ele.Os agentes da PJ nem queriam acreditar no que ouviam. Estavam perto e escutaram a conversa. Esperaram pela reacção dos dirigentes, e estes, sem perderem tempo, pediram licença para se sentar na mesa de Reginaldo. Só ouviram Reginaldo dizer: -Apareçam amanhã para falarmos desse caso. Tinham voltado à estaca zero, quando julgavam que estava em perspectiva a flagrante que tanto desejavam. Era difícil arranjarem-se provas para deter Reginaldo e George Gomes. Eles rodeavam-se de cuidados dignos de grandes profissionais. O inspector que comandava a operação chegou a dizer: -Isto não vai ser fácil. Ou temos a sorte de os apanhar em flagrante, o que é tremendamente difícil, ou então temos de utilizar a táctica de Al Capone. -A táctica de Al Capone? -perguntou um dos agentes, sem entender muito bem oque o seu chefe queria dizer. -Eu explico. Toda a gente sabia que Al Capone era um gangster de primeira categoria. Matava, corrompia e só tinha negócios ilícitos, mas como ninguém podia provar nada, muitas vezes até passou por bom rapaz, negando descaradamente os seus crimes. Temos neste caso o exemplo disso mesmo. Todos temos a certeza que Galo da Costa e Reginaldo Teles estão envolvidos em casos de corrupção, mas como ninguém pode provar nada, quando alguém os acusa, ainda corre o risco de se transformar num difamador. Ao Al Capone meteram-no na cadeia por fuga aos impostos, e a estes só lhes podemos pegar pelo mesmo motivo, muito embora o sistema fiscal do nosso país não nos dê muita margem de manobra para isso. Doutra forma, só mesmo se um dos árbitros corruptos falar, e isso não é muito provável. A corrupção atingia quase todos os sectores do futebol, e não havia dúvidas de que existia uma organização perfeita por trás de toda esta situação.
Os mais altos dirigentes federativos recebiam luvas da Olivedesportivos para ultrapassar regulamentos, dar exclusivos sem concursos públicos ou marcar jogos seguindo as conveniências horárias da televisão. A PJ seguiu alguns desses dirigentes e verificou que estes no final de cada mês passavam pelos escritórios da Olivedesportivos e nunca ninguém acreditou que eles fossem apenas cumprimentar ou desejar um bom final de mês a Joaquinas Oliveira. Mas, apesar de toda esta evidência, de que algo de anormal se passava, e não haver dúvidas de que existia corrupção, não se conseguia prender ninguém. Quando existia mesmo a possibilidade de se poderem arranjar provas de um crime, elas eram imediatamente abafadas, sem ninguém saber como. Mas um jogador que foi contactado por George Gomes para facilitar um resultado fez questão de dar com a língua nos dentes e transformou o seu caso num escândalo nacional. Prometeu contar toda a verdade. Porém os casos caíam sempre na mão de quem sabia como lhes dar destino. Numa primeira abordagem, esse jogador teve medo de contar toda a verdade. Foram apontadas testemunhas para esse caso que poderiam ser o início da derrocada da organização, mas mais ninguém foi ouvido sobre essa questão. O processo desapareceu como o fumo, levando o caminho de tantos outros: arquivado por falta de provas. É que, quando elas existiam ou se perspectivava o testemunho dos factos, surgia logo uma misteriosa corrente no sentido de fazer as coisas caírem no esquecimento. O império resistiu ao movimento das catacumbas. A televisão gastava milhões em transmissões televisivas. O responsável por essas negociações comprou a dinheiro, misteriosamente, uma casa no valor de 50 mil contos. Todos sabiam que meses antes ele não tinha possibilidades de efectuar tal negócio. Era mais que evidente que estava a receber luvas da Olivedesportivos, mas ninguém lhe pediu contas. O descaramento era tal neste tipo de negócios, e a cobertura de tal forma forte, que a Olivedesportivos, uma empresa instalada num modesto T1, com dois empregados e uma mulher de limpeza, fazia frente e vencia as estações de televisão mais fortes em estruturas e com grande peso político e religioso. Fomentaram-se guerras, desmascaram-se situações, mas a organização tinha tal poder que nem sequer foi minimamente abalada. Ninguém compreendia aquele fenómeno. Um escudo invisível parecia proteger a coutada de GC. Por trás das outras empresas, havia gente com grande peso político, ex-ministros e até ex-primeiros-ministros, mas estas empresas esbarravam sempre no gnomo Joaquinas Oliveira, o tal que meia dúzia de anos antes era apenas o proprietário de um bar de alternos com putas ranhosas e que até as cuecas tinha penhoradas. A televisão era uma enorme fonte de receita. O segredo do negócio não residia, como se tentava fazer crer, na negociação da exclusividade das transmissões, mas no sistema camuflado de publicidade estática. Tudo isto formava uma teia bem tecida e organizada. Por seu lado, o irmão de Joaquinas Oliveira, quando deixou de jogar futebol, dedicou-se à actividade de treinador, mas apesar de todas as ligações comerciais com GC, nunca se deixou envolver pelo sistema. Treinou sempre clubes de pequena nomeada, e era evidente a sua grande capacidade de comando e leitura de jogo. Antónimo Oliveira era inteligente e conhecia como ninguém o futebol por dentro, mas nunca foi um grande amante do trabalho. Treinar um clube e ter de se levantar todos os dias de manhã para exercer essa actividade, ou radicar-se numa cidade pequena para poder laborar, nunca esteve nos seus horizontes, e daí o seu êxito não ter tido uma dimensão à altura do seu talento. A solução para o seu problema estava na selecção. Trabalhava de três em três meses, e como capacidade e talento eram coisas que não lhe faltavam, este era um emprego à sua medida(...)”.

Continua...

Nota: Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

domingo, 2 de setembro de 2007

Parabéns campeões

Por falta de tempo não tenho postado regularmente.
Portanto neste post venho recordar o que se passou ultimamente de grande importancia e que não deve ser esquecido:
Parabéns ao Nélson Evora pela conquista da medalha de ouro em Osaka e a Vanessa Fernandes que se sagrou campeã mundial de triatlo, ambos atletas do Benfica.

Outro acontecimento que marcou o desporto foi a morte do futebolista do Sevilha FC Antonio Puerta. O nosso blog presta sentidas condolências à família de Antonio Puerta, ao Sevilha e a todos os amigos do atleta.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Final Antecipada


pois é meus amigos, panascas e fdps, calhámos no grupo do campeão europeu e mais uma vez vamos mostrar quem manda na Europa!!
e já no dia 18 de Setembro a final antecipada da liga dos campeões- AC Milan x BENFICA, a tripeirada está no grupo mais facil de toda a prova e cheira-me que vão com o crl na mesma...

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Reeditar o Inferno!!!


Finalmente um jogo oficial!! É disto que precisamos e o nosso corpo nos pede, rola a bola e a mitica camisola do Glorioso apresenta-se hoje no Inferno que todos queremos que regresse tal como nos saudosos anos 80. Nem a fuga de Manuel Fernandes á ultima da hora me abala quando o Glorioso sobe ao relvado, pois um jogador não é o Benfica, nem 11 jogadores são o Benfica...
O benfica é muito mais que qualquer coisa terrena, o Benfica está acima de seres superiores, logo não me preocupo...
A partir das 18horas no sitio do costume...
CONNOSCO QUEM QUISER CONTRA NÒS QUEM PUDER.

domingo, 12 de agosto de 2007

Já Foste Tarde...


Eu sei que vou ser criticado por muitos, mas pouco me importo, pois cada um tem a sua opinião em relação a este indivíduo e eu também não fujo à regra, como tal aqui vai a minha:

Foi para mim o jogador mais regular das últimas temporadas. Em suma, o melhor jogador do Benfica.
Carácter?! O que é isso?! Chegou a Lisboa com ranho no nariz, proveniente de uma terra de pessoas humildes, trabalhadoras e com princípios. No Sporting deram-lhe banho e limparam-lhe o ranho que trazia pendurado. Ensinaram-no a jogar futebol, mas esqueceram-se de lhe transmitir os valores morais com que um homem se rege para o resto da vida: Educação, Honestidade, Reconhecimento, Palavra.
Desde que chegou de Barcelona começou por se “esquecer” do pagamento de um LCD ao respectivo proprietário e teve que ser recordado de forma “diferente” o que fez com que saldasse a dívida de forma imediata. A famosa discussão pela posse da braçadeira de Capitão do Benfica. Barrado à porta da discoteca “Kapital” em véspera de um Sporting-Benfica -na era de Camacho-. A sua relação com os vendedores de automóveis usados, exibindo a excentricidade semana após semana com viaturas... usadas. A birra sobre quem detinha a melhor viatura do balneário encarnado. Segundo sei, haviam de ver a cara deste rapaz quando soube que o grande e nobre Fabrizio Miccoli se apresentou com o seu Lamborghini Gallardo... Ok, é certo que o Bentley e o Lamborghini são viaturas completamente diferentes... A intercepção policial e respectiva coima por falta de seguro automóvel sobre uma viatura importada. “Coima?! O quê?! Mas você não me conhece?! Eu sou o Simão Sabrosa!” “-Ainda por cima... O sr. com a sua posição devia era dar o exemplo.” Retorquiu o agente autuante.
Sempre ele nos flash-interviews com aquele ar de benzoca mal disfarçado e com a boca de lado a falar do género: “Oh Salvador tá a ver?!” típico das famílias cascalenses.
Sempre ele nas conferências de imprensa. Sempre ele a marcar os cantos. Sempre ele a marcar os livres. Sempre ele a marcar os penáltis. Pouca efusividade quando os seus companheiros marcavam golos. Ainda me recordo da birra que este cavalheiro fez depois de marcar o penálti decisivo que deu a vitória e consequente apuramento para a eliminatória seguinte da Taça de Portugal frente ao Nacional na era de Koeman: Correu que nem um desalmado, amuado em direcção ao balneário e só não conseguiu os seus intentos, porque foi “placado” pelo grande e nobre Nuno Gomes e pelo Nélson que ainda assim conseguiram disfarçar a birra do Sr. Simão. E para terminar deixo aqui esta pérola bem fresquinha sobre este “simpático” rapaz de Constantim.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Previsões

"Ganhar é como escovar os dentes neste clube. É um hábito."
Palavras de Jesualdo Ferrreira.
Já dá para imaginar a equipa dos andrades no final da época (isto é, se estes 3 chegarem ao fim da época, o que me parece pouco provável):




P.S- O pessoal está de ferias, por isso o abrandamento nas postagens.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Até um dia, capitão

É com grande tristeza que vejo partir um dos melhores jogadores da história do Benfica.
Os pés do Simão só valem 20 milhões? Atlético de Madrid?? Desiludido, é a única palavra que me ocorre.
Resta-me desejar boa sorte a este grande jogador e um grande homem que tão bem nos representou.
Ficarás no coração de todos nós, obrigado por tudo!

O POLVO (13ª Parte)

Continuação

“(...) As putas já estavam resignadas.
Chegada a hora de o abutre picar sobre a carcaça, Reginaldo começava a gerir a situação, dando toda a cobertura ao clube cujo treinador lá tinha colocado. As tabelas eram feitas mediante os escalões em que os clubes militavam e, como normalmente as coisas melhoravam de imediato, toda a gente se sentia satisfeita. O presidente tornava-se um bom cliente, diminuindo o orçamento para a contratação de jogadores e aumentando a verba de despesas confidenciais que iam direitinhas para os bolsos de Reginaldo. A qualidade do futebol decrescia também, porque já não era necessário investir-se em bons profissionais, mas sim nas habilidades e manobras de bastidores. Os dirigentes não escondiam essa situação: -Que importa ter bons jogadores se não ganhamos?!... À parte tudo isto, os treinadores colocados por Reginaldo também alinhavam em várias jogadas, principalmente nos finais de campeonato. Quando não estava em causa o resultado para uma das equipas cujo treinador fazia parte da carteira de Reginaldo, era fácil pedir-se-lhe a derrota para beneficiar um outro cliente. Todos ganhavam dinheiro com isso. O sector do futebol júnior também foi transformado num grande negócio através do empréstimo de jogadores e, por isso, logo cobiçado pelos familiares de Reginaldo. Os clubes que eram beneficiados com esses empréstimos, para além de usufruírem de imediato de proteccionismo relativamente às arbitragens e de terem de pagar magros vencimentos aos atletas, tinham de passar cheques cujas verbas iam até aos 5 mil contos sempre em nome de Reginaldo Teles e nunca em nome da colectividade.
O clube que se tornou melhor cliente de Reinaldo andava já há algumas épocas a tentar a subida à 1ª Divisão e já tinham investido muitos milhares a partir do bar gerido pela Lisa. Mas depois de ver frustradas as suas acções e de ter gasto muito dinheiro, um dos seus dirigentes resolveu ter uma conversa com Reginaldo Teles e, sem preâmbulos, foi direito ao assunto: -Já andamos há algumas épocas a investir e ainda não conseguimos nada. Desta vez tem de ser. Digam lá quanto é que é necessário para subirmos de divisão. Reginaldo Teles afagou o bigode, pensou, e só depois disse num murmúrio de grande cumplicidade: -Se vocês querem mesmo subir, vamos ter de apostar forte. -E essa força quanto nos custa? -Não é esta a altura para vos dar uma resposta. Vamos estudar o problema e depois falamos. Reginaldo Teles teve então uma conversa com Galo da Costa, colocou-lhe o problema, e este não esteve com meias medidas: -Se eles querem subir, vão ter de pagar bem por isso. Naquela zona há muito dinheiro. Anda tudo bem calçado. Estabelece uma verba de 250 mil contos e divide isso em quatro ou cinco tranches. -Mas, presidente, isso não é muito dinheiro? -Não, não é, atira com essa verba e se eles não forem na fita baixa um pouco a fasquia, mas não muito. Reginaldo e George Gomes marcaram encontro com os interessados e, após uma curta discussão, ficou acordado que essa verba seria de 200 mil contos divididos em quatro tranches de 50 mil contos. O certo é que, após vários escândalos - jogos houve nos quais foram marcadas três grandes penalidades... - , esse clube acabou por subir ao grande palco do nosso futebol, e ninguém fez menção de fazer segredo de que os grandes responsáveis por essa subida foram Reginaldo e GC. Aqui o segredo nem sequer era a alma do negócio, muito pelo contrário, era necessário que toda a gente soubesse para incentivar novos clientes. Uma autêntica operação de marketing. -Reginaldo, isto é muito melhor que jogar na roleta! - atirava GC, enquanto se deliciava com mais um extracto bancário. -Sem dúvida, presidente, mas agora que falou nela, já me está a dar um formigueiro nas mãos. -Oh, não!...
Toda a gente sabia que Galo da Costa vivia do futebol e essencialmente do seu clube, mas ninguém se arriscava a comentar o facto publicamente. Não se lhe conhecia mais nenhuma actividade e muito menos tinha fortuna pessoal, mas não obstante estes factos, vivia como um milionário. Comprava apartamentos de grande luxo para familiares e denunciava sinais exteriores de riqueza. A sua vida era um mistério que ninguém ousava desvendar. Numa reunião de direcção, Galo da Costa colocou com toda a frontalidade o seu problema económico. Ele tinha consciência de que aquilo que impunha era aceite, e ninguém ousava comentar. Já passava das 22 horas, quando entrou pela sala de reuniões. À sua frente estendia-se uma mesa larga e comprida com os cantos arredondados. À sua volta estavam sentados oito dirigentes discutindo entre si vários problemas de menor importância, mas quando sentiram a porta a abrir-se, viram Reginaldo Teles com o puxador na mão a dar passagem a GC, que entrou com um sorriso nos lábios, logo seguido do irmão de Reginaldo, cuja postura física e comportamento se assemelhavam aos de um gorila. Toda a gente se levantou para cumprimentar o presidente. Reinaldo tropeçou na alcatifa e, não fora a acção rápida de Ilídio Pintas, a segurá-lo pela gola do casaco, ter-se-ia enfiado por debaixo da mesa. GC largou um sorriso, e em tom de brincadeira comentou: -Reginaldo, estão a tirar-lhe o tapete? Toda a gente riu, mas Reginaldo é que não achou piada nenhuma. Todos se sentaram, e Galo da Costa apresentou de imediato a sua proposta: -Meus senhores, aqui neste clube os vencimentos vão ser atribuídos conforme as responsabilidades. A pessoa mais responsável é sem dúvida o presidente. Concordam? Os presentes na reunião olharam-se entre si e, sem perceberem muito bem o que GC queria dizer, acabaram por concordar, muito embora se mostrassem hesitantes. Mas, ao aperceber-se da situação, Reginaldo fez da sua voz a de toda a gente: -Claro que ninguém tem dúvidas que a maior responsabilidade pertence ao presidente. Como ninguém se atreveu a contestar tal afirmação, GC, sem mais delongas, expôs a sua posição: -A partir de agora, o presidente vai ganhar sete mil contos por mês, o treinador seis mil e depois seguem-se os vencimentos dos jogadores, sem luvas e prémios, está claro. Os presentes estavam à espera de tudo, menos de uma situação como aquela, e dois«vices», sem soltarem uma única palavra, levantaram-se da mesa e saíram. GC não se preocupou com o facto, tinha-os na mão e sabia que ninguém tinha tomates para falar. Enfrentando os que ficaram, não deu hipótese a que ninguém mais recuasse: -Então, como este ponto está aprovado, passemos a outro! Ouvia-se a chuva que batia nos vidros. Reginaldo bem tentou dar vida à reunião, mas o seu vocabulário não lhe permitiu ir além de uns monossílabos completamente desenquadrados de toda aquela situação: -Bem...hum...hum...pois... A reunião, por motivos óbvios, acabou depressa. Um raid de comandos não seria mais fulminante.
O suporte económico de GC estava a consolidar-se. Sabia-se da sua ligação camuflada à agência de viagens, da sua comparticipação nos lucros e actividade da Olivedesportivos e ultimamente até tinha comprado um jornal, um elemento indispensável para dar a cobertura nacional necessária aos seus mais variados negócios. A corrupção era uma fonte de receita inesgotável e sem impostos. Mas como não assumia publicamente -nem o podia fazer - nenhum destes negócios, tinha sérias dificuldades em explicar de onde lhe vinha a fortuna. Não se preocupava muito com isso. Ele sabia que tinha várias espécies de argumentos para fazer calar quem ousasse pedir explicações. Era um homem com a resposta sempre na ponta de uma viperina língua. Tudo estava devidamente controlado e de nada adiantava aos clubes da capital lutar pelo poder dentro das estruturas do futebol. GC sabia, há muito, que a força do dinheiro combatia tudo, e as lutas regionais e clubistas superavam-se com facilidade, com sexo e com dinheiro. E nestas áreas estava tudo mais que garantido. Nos momentos decisivos de eleições federativas, era ele quem controlava todas as situações, tendo com referência a ajuda preciosa de Ariano Pinto, um estratego de alto nível e um exímio jogador de sueca. Ariano Pinto era homem para deixar o adversário sem vazas, mesmo quando este só tinha trunfos, passe o exagero. Ariano e GC escolhiam os lugares que mais garantias lhes davam para a continuidade dos seus vários negócios, mas, como não podiam escolher todos os lugares, autorizavam mesmo que alguns mais importantes caíssem nas mãos dedirigentes ligados aos seus mais directos rivais. Não seriam necessários mais de dois meses após o acto eleitoral federativo para que se tornasse claro que os dirigentes indicados pelos clubes da capital já estavam do lado de GC. Mestres na arte da corrupção, proporcionavam vidas faustosas aos dirigentes inimigos(?), e a clubite era de imediato esquecida. Era normal ver-se um presidente federativo ao lado do clube de Galo da Costa, quando este tinha de enfrentar algumas dificuldades e, sabendo-se que esse dirigente se afirmava de determinado clube da capital, nunca ninguém se espantou por ele nunca aparecer ao lado do clube das suas cores para o defender. Pelo contrário, até surgiu um presidente lisboeta que se tornou mais nortenho que um galego! Os pontos-chave estavam todos controlados, para que a manobra fosse absoluta. Exageraram, no entanto, em algumas situações. A sede do poder subiu à cabeça de Galo da Costa, e os ataques ao Governo fizeram-se sentir com grande intensidade quando verificou que no campo político não era possível ter tanta cobertura como no futebol. A Procuradoria-Geral da República colocou a Polícia Judiciária em campo, e a acção contra a corrupção no futebol desenvolveu-se de uma forma intensa. Durante vários meses, Reginaldo Teles e George Gomes foram vigiados de perto, e os seus telefones ficaram sob escuta. Passado um mês, os agentes encarregados desta função já não tinham qualquer dúvida em relação à corrupção e aos negócios de Reginaldo Teles, mas as investigações continuaram. Os agentes testemunharam vários encontros de árbitros com Reginaldo e George Gomes. Ouviram várias conversas em código, mas que entendiam perfeitamente. A rede estava bem montada e tudo indicava que, mais tarde ou mais cedo, Reginaldo e os seus pares iriam cair nas várias armadilhas que lhes estavam a ser montadas. Galo da Costa estava fora dessa investigação. Não era fácil atacar-se um homem como seu poder. A polícia tinha de atacar por baixo para chegar lá acima, mas juridicamente o grupo estava bem organizado e bem escorado. Jogavam, de uma forma invulgar, com carências que a Lei apresentava no combate à corrupção. Seria fácil para a polícia chegar à conta bancária de qualquer um deles e pedir justificações para o movimento semanal de verbas tão volumosas. Mas tal não era possível. Os agentes encarregados da investigação viviam desesperados por não poderem provar aquilo que viam com os seus próprios olhos. Por isso, atrasaram as investigações, esperando uma melhor oportunidade que nunca surgia. Eles sabiam que, no momento que pedissem contas ou justificações, bastava um deles negar-se a fazê-lo para que o processo não avançasse. Eles sabiam, também, que quem tinha que provar que o dinheiro nas suas contas bancárias era ilegal era a polícia e não os acusados. Estavam de mãos atadas.(...)”.

Continua...

Nota: Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.