
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Quem manda sou Eu...

"... mas alguém duvida de que os Meus julgamentos não vão ser onde Eu quero?!..."
Segundo se fala por aí o acusado flatulento não quer ser julgado na Madeira. No requerimento de abertura de instrução, a propósito da acusação referente ao jogo Nacional - Benfica, que terminou com a vitória do clube satélite por 3-2, Pintelho nas Costas alegou não ser aquele o tribunal competente. Argumenta que o alegado crime foi cometido em Braga, onde morava o árbitro que foi contactado telefonicamente pelo porcalhão António Araújo, e não no Funchal, onde decorreu o jogo. Em relação à fruta oferecida ao Jacinto -Leite Capelo Rêgo- Paixão, o Peidolas refere que o seu julgamento deverá ser efectuado no Alentejo -muito perto da fronteira; pira-te- já que foi aí que se deu o "eventual envolvimento" com o Jacinto. -Desculpem lá... "eventual envolvimento"?! Além de flatulento o tipo engole, eventualmente, cobras vivas?! Está bem...
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quinta-feira, 8 de novembro de 2007
O POLVO (17ª Parte)
Continuação“(...) A sala de audiências estava repleta. Nas primeiras filas, os jornalistas disputavam os melhores lugares e as estações de televisão competiam pelos melhores ângulos. O povo comprimia-se nas quatro filas de bancos a si destinadas. Lá fora, nos corredores, lutava-se por uma aproximação à porta da sala de audiências, onde se posicionavam alguns repórteres radiofónicos, todos a entrarem em directo. Uma selva de cabos, dominada pelas copas mais altas dos microfones. «Fantástico», pensou o responsável pelas audiências de um canal televisivo em ascensão meteorológica (apontada assim por ter substituído os velhos apresentadores do tempo pelas melhores pernas da capital e arredores...). O carro celular travou a fundo e logo ali foi rodeado por outra multidão de jornalistas. Um deles era mesmo um conhecido pivot televisivo, que nesse dia trocara o conforto do bar onde costumava «aquecer» para o telejornal pela reportagem em directo e ao vivo. De colete de repórter bem apertado, foi ele quem conseguiu formular a primeira pergunta a José Guimarães: -Considera-se inocente ou culpado? Guimarães reconheceu de imediato o jornalista e até pensou pedir-lhe um autógrafo, mas não teve tempo para mais, pois foi empurrado por dois possantes guardas prisionais para o corredor de acesso à sala de audiências, onde entrou perseguido pelos jornalistas. -Vai fazer-se justiça! -gritava o chefe da equipa de advogados de Guimarães, o conhecido doutor Mário Taipas. Excepcionalmente, aquele era um julgamento com jurados, situação raríssima na história jurídica do País. Os advogados de Guimarães desconfiavam de uma certa conivência dos juízes com a polícia de investigação, pois aqueles eram tempos de limpeza geral das contas da nação, e nos últimos meses tinha ido tudo a eito. Para dar só um exemplo, até o ex-primeiro-ministro tinha passado dois dias na penitenciária geral... Os jurados eram sete e tinham apenas uma coisa em comum: não queriam estar ali. Impedidos de usar telemóvel durante o julgamento, os jurados imaginavam também o quão difícil ia ser viver durante meses numa pensão de duas estrelas sem água corrente nos quartos, que foi o melhor que um Estado depauperado de finanças conseguiu encontrar. José Guimarães exibia outro estado de espírito, ele que logo que entrou na sala deaudiências lançou um olhar sobre os homens e as mulheres que o iam julgar. «São minha gente», pensou, tentando sorrir para as câmaras e lançando um olhar cúmplice à mulher e à filha. Na sala de testemunhas, Reginaldo Teles e Galo da Costa não estavam tão tranquilos. -Reginaldo - disse, baixinho, o chefe -, não te esqueças do combinado... -Sim, chefe, esteja tranquilo, vou negar tudo do princípio ao fim... -Mas não te enerves. O Procurador vai armar-te algumas armadilhas. Faz de conta que não percebes a pergunta e diz «não sei» quando te parecer que te querem entalar. -Sim, chefe, mas e o cheque? -Qual cheque, porra! Não há cheque nenhum. O cheque não é teu, é aqui do presidente do Leça e foi entregue ao Guimarães como um simples empréstimo de capital. E isso, que se saiba, não é crime. -Não, chefe, mas e se o Guimarães abre o livro? -Isso está fora de hipótese. Tinha muito mais a perder do que nós, e ainda a semana passada entreguei dois mil contos à mulher dele... -´Tá bem, chefe, não se preocupe, vai tudo correr pelo melhor, não é, Senhor Manuel Lopez “Rodriguinhos”.
O presidente do Leça não estava tão seguro disso e falou alto de mais para o gosto de GC: -No meio disto tudo, quem se vai lixar ainda vou ser eu. Mas se for assim... -Calma, presidente, não vá mais longe. Você sabe muito bem que isto está controlado -corrigiu, de pronto, GC. -Sim, eu sei, mas um julgamento é sempre um julgamento e já ouvi dizer que o Ministério Público tem um trunfo na manga... -Ter um trunfo, pode ter. Mas não é de certeza o ás de trunfo. Desses eu tenho dois na manga -gabou-se GC, enquanto abria um dos jornais desportivos do dia e se ria com um título. -O fim do Império, dizem estes anormais -comentou. -Mais uma vez vou provar a estes tipos que quem faz as previsões sou eu... A Polícia Judiciária tinha conseguido, após longos meses de investigação, reunir provas suficientes para levar à barra do tribunal não só o árbitro José Guimarães mas também um conhecido presidente que podia arrastar consigo GC e Reginaldo. A acusação teve mesmo a ousadia de nomear estes dois últimos como testemunhas de acusação de Guimarães. A ideia era clara: de uma só cajadada, juntavam-se todos os coelhos na mesma toca. E podia ser que um tiro para o ar conseguisse abater o chefe da corja. O certo é que depois da investida da PJ, Galo da Costa ficou mais frágil. O escândalo tinha sido enorme e já ninguém duvidada da existência de uma poderosa organização que fabricava resultados e distribuía dividendos por muita gente. Para se safar da contenda, GC teve de se apoiar em muita gente. Pedir pareceres jurídicos. Dar a conhecer um pouco da sua vida. Claro que foi ajudado por pessoas importantes e bem colocadas, mas, não obstante tudo terem feito para uma defesa bem alicerçada, foram tomando conta da situação e, em cada passo dado, GC tornava-se mais refém dos amigos que o apoiavam. Os advogados mais directamente ligados a ele, para além dos milhares que foram facturando, passaram a ocupar lugares de relevo em toda a estrutura do nosso futebol, somando vencimentos que fariam inveja a um qualquer ponta-de-lança que semana a semana leva atrás de si muitos milhares de amantes do futebol. Eram verdadeiros artistas na arte do embuste, e a ausência de carácter e de coluna vertebral ainda mais os assemelhava a autênticos répteis (...)”.
Continua
Nota: Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência
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terça-feira, 6 de novembro de 2007
PENALTY... PALHAÇOS!!!
Anda a manada a UIVAR pela falta que, segundo eles, não existiu e que deu origem ao segundo golo do Benfica e consequente vitória em Paços de Ferreira.
Mas a manada esquece-se que nem só do ar ou –consoante os casos- de merda vive o Homem (homem). Há, e ainda bem, pessoas atentas aos acontecimentos futebolísticos no nosso país. Agora, as mentes porcas e opinadeiras, cheias de correntes de ar naqueles infelizes cérebros vazios de conteúdo válido, (jornaleiros avençados e respectivos vomitadores de opinião televisivos) faz com que este tipo de lances passe em cegueira colectiva.
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sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Ainda o GUARDA ABEL !
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terça-feira, 30 de outubro de 2007
O BENFICA É NOSSO!!!
Tinha todos os ingredientes para ser uma Assembleia Geral como todas as outras que até aqui têm sido: uma dúzia de cadeiras numa sala para outras tantas pessoas e com os resultados previamente esperados.A Direcção do Sport Lisboa e Benfica enganou-se redondamente ao menosprezar a força que, afinal, os sócios ainda têm dentro do Nosso Clube e não sabia o que lhe esperava.
O primeiro cartão amarelo foi mostrado aquando a aprovação do Relatório e Contas referente a 2006/07 que passou por escassa maioria -quanto a mim, os votos foram forjados!- com 1033 votos a favor, 726 contra e 555 abstenções. Os sócios presentes quiseram com isto mostrar a sua indignação pela forma como estão a ser tratados pela Direcção do Sport Lisboa e Benfica. Com o resultado desta votação, a mesa da Direcção, pode dizer-se, começou a transpirar. De seguida foi a votação à proposta apresentada pela Direcção, com vista à concessão da Distinção Honorífica "Sócio Honorário", a Henrique Granadeiro, Presidente da PT. E eu agora pergunto: Com que fundamento?! O que fez este sr. pelo Nosso Clube para merecer tal distinção?! Resultado da mesma: CHUMBADA!!! 1.734 votos contra, 105 abstenções e 1.279 votos a favor. -Outra tanga! Os votos contra foram muito superiores aos anunciados- E porque é que os trabalhos da Assembleia Geral foram abruptamente concluídos?! Porque alguém teve a ousadia de chamar as forças da (des)ordem. De novo eu pergunto: Há, numa Assembleia Geral destinada a sócios do Benfica, necessidade de estarem presentes elementos da PSP?! Se calhar até há mesmo, visto que, às questões colocadas pelos associados presentes à Direcção do Sport Lisboa e Benfica, estes cobardemente não quiseram ou não souberam responder.
Sr. Vieira e respectivos membros da Direcção, os srs. estão a comprar uma guerra que não vão vencer.
Sr. Vieira, os sócios já não compram a sua banha da cobra!!!
O BENFICA É NOSSO, vocês estão só de passagem!!!
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domingo, 28 de outubro de 2007
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
O POLVO (16ª Parte)
Depois de algum tempo sem publicar a história que abala o desporto português, eis de volta mais um episódiozinho desta bela aventura à portuguesa. Aproveitem, pois agora só na próxima sexta-feira, dia 2 de Novembro é que volta a haver... Polvo!Continuação
”(...) Reginaldo entrou na casa de banho, molhou a cara, penteou-se, esperou pelo café e só depois foi ter com GC. -Então presidente! Quer falar comigo? -Quero. As olheiras de Reginaldo não passaram despercebidas a GC, e este, desconfiado, não resistiu a perguntar: -Foi a algum lado em especial? -Tive de tratar aí de umas coisas. Olhando para a bailarina que se enroscava no pescoço de Galo da Costa, Reginaldo piscou-lhe o olho, enquanto lhe dizia: -Está na hora de te preparares para o show. A mulher entendeu perfeitamente a mensagem e, com um beijo, despediu-se de GC. Este não esteve com mais delongas e atacou no primeiro impulso: -Temos de ter atenção, porque os gajos estão a preparar o ataque final. Ninguém pode cometer erros, e atenção ao George Gomes, porque ele não é muito certo. Temos de ter cuidado com o tipo. -Mas, presidente, agora que estamos no final do campeonato, é quando isto dá mais. Como é que vamos fazer para satisfazer os nossos clientes? -Há que ter muito cuidado e fazer os negócios com mais segurança. Agora só se trabalha com um ou dois clubes, no máximo, o resto já está definido, e não podemos andar a fazer mais promessas. Segundo as informações que tenho, eles estão precisamente à espera do final do campeonato para entrarem em acção, mas ninguém sabe quem é que vai ser incomodado. Penso que ninguém nos vai tocar. Reginaldo ficou um pouco assustado e lembrou-se de George Gomes. Tinha de o avisar, mas deixou essa diligência para o dia seguinte, lamentando-se a GC: -Quem tem a culpa disto tudo são esses filhos da puta dos jornais. Andam para aí a levantar a suspeição e não nos deixam trabalhar à vontade. Se pudesse, matava-os a todos. Nem fodem nem deixam foder. Nessa noite, Reginaldo quase nem dormiu a pensar no que lhe podia acontecer. Depois de Reginaldo ter falado com George Gomes e lhe ter explicado a conversa que tivera com o presidente, avisando-o dos cuidados a ter, numa primeira reacção, este começou a tremer, assustado, mas acalmou-se quando o seu raciocínio o levou a pensar que para tocarem nele tinham de tocar em GC. -O homem tem muita força. Ninguém lhe chega. Nós estamos protegidos. Reginaldo abanou a cabeça, concordando com a sua análise, mas deixou na mesma o aviso: -Temos de ter cuidado. As coisas não estão fáceis. George Gomes tinha compromissos assumidos. Longe iam os dias em que vivia numa ilha, tinha de mijar num penico e, para necessidades mais sólidas, percorrer 50 metros e ficar em fila de espera à porta de uma retrete que servia os restantes 20 inquilinos. Já tinha largado o pesado martelo de bate-chapas, estava habituado a bons apartamentos e a passar férias no estrangeiro em bons hotéis. Necessitava de solidificar a sua pequena fortuna, porque, se a organização se desmoronasse, estes hábitos ficavam seriamente comprometidos. George Gomes não olhava a meios para atingir fins. A vigarice estava-lhe no sangue. O sentido de amizade e reconhecimento, para ele, simplesmente não existiam, e em vez dos cuidados a que fora aconselhado, começou a fazer os seu negócios vigarizando alguns dos seus melhores clientes. A acção de George Gomes chegou ao conhecimento de GC, e este não ficou nada contente com a situação. Mandou chamar Reginaldo e ordenou-lhe o despedimento da criatura: -Não o quero ver mas ao serviço do nosso clube. Esse gajo é um filho da puta de um vigarista. Não conhece ninguém, e é capaz de nos comprometer seriamente. Rua com ele! -Mas presidente... se ele dá com a língua nos dentes? -Fica sem ela! Safa-te da forma que quiseres. Foste tu que o trouxeste, agora arruma tudo com ele. Reginaldo saiu do gabinete de GC sem saber muito bem o que devia fazer, mas duma coisa tinha a certeza: o Gomes era mesmo um indivíduo sem escrúpulos. Logo que o encontrou, fez-lhe saber que o presidente o queria na rua: -Não tiveste juízo, acabou aqui a tua história. George Gomes sorriu com cinismo e disse sem mais delongas: -Vocês não julguem que se livram de mim com tanta facilidade. Se eu cair, vocês caem comigo, principalmente tu Reginaldo. Lembra-te que nos orientámos muitas vezes em negócios que o presidente nem sonhava que se faziam, e se me mandarem embora, chibo-me. Reginaldo ficou assustado e, sabendo que George Gomes era mesmo capaz de cumprir a sua promessa, resolveu dar a volta doutra forma à situação. -Eu vou falar com o presidente novamente, mas tu tens de me prometer que vais cumprir as ordens que te damos e não vais andar para aí a fazer mais merda. Virou-lhe as costas e entrou no seu carro a pensar como é que se poderia livrar daquela encrenca. Só havia realmente uma saída: obrigar o presidente a recuar na sua acção. Naquela mesma noite, encontrou-se com Galo da Costa e pediu-lhe para repensar a sua posição: -Ó presidente, o George está arrependido do que fez. Vamos dar-lhe outra oportunidade... -Nem penses nisso. Esse gajo já fez merda de mais para continuar ao nosso serviço. Ele pode comprometer toda a nossa acção. Rua com ele... Não há contemplações. Reginaldo ficou entalado e sem palavras. Olhou a alcatifa do gabinete de GC, sem saber muito bem o que havia de fazer. Com a biqueira do sapato começou a raspar o desenho que nela estava inserido e resolveu arriscar, quando disse: -Presidente! Se ele for embora, eu também vou. GC saltou da cadeira e não queria acreditar no que estava a ouvir. Sabia que, naquele momento, não podia prescindir dos serviços de Reginaldo e era demasiado perigoso deixá-lo fora da organização. Era a primeira traição do seu dilecto amigo. Do seu confidente. Do homem da sua confiança. Sem saber muito bem o que devia fazer, GC sentiu que estava a ser refém dos monstros que criara e resolveu actuar com mais precaução: -Ele é assim tão teu amigo? Não estás a confiar demasiado num gajo que não vale nada? Reginaldo não respondeu, e GC, passeando-se pelo gabinete, esperou alguns minutos até pronunciar a sua sentença. Sabia que não podia perder autoridade e tinha de arranjar uma solução. -Vou pensar no assunto e depois digo-te alguma coisa. Mas ficas a saber que te vou responsabilizar por toda a merda que esse gajo fizer. Reginaldo saiu do gabinete mais descansado, enquanto GC registava a primeira traição do seu maior amigo. George Gomes aguentou-se no seu primeiro round. Dias depois, a Polícia Judiciária entrava em acção. Os grandes problemas foram esquecidos, porque, tal como tudo tinha começado há vinte anos atrás, o slogan revolucionário continuava a ter a mesma força: «Só unidos venceremos...» (...)”.
Continua...
Nota: Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.
”(...) Reginaldo entrou na casa de banho, molhou a cara, penteou-se, esperou pelo café e só depois foi ter com GC. -Então presidente! Quer falar comigo? -Quero. As olheiras de Reginaldo não passaram despercebidas a GC, e este, desconfiado, não resistiu a perguntar: -Foi a algum lado em especial? -Tive de tratar aí de umas coisas. Olhando para a bailarina que se enroscava no pescoço de Galo da Costa, Reginaldo piscou-lhe o olho, enquanto lhe dizia: -Está na hora de te preparares para o show. A mulher entendeu perfeitamente a mensagem e, com um beijo, despediu-se de GC. Este não esteve com mais delongas e atacou no primeiro impulso: -Temos de ter atenção, porque os gajos estão a preparar o ataque final. Ninguém pode cometer erros, e atenção ao George Gomes, porque ele não é muito certo. Temos de ter cuidado com o tipo. -Mas, presidente, agora que estamos no final do campeonato, é quando isto dá mais. Como é que vamos fazer para satisfazer os nossos clientes? -Há que ter muito cuidado e fazer os negócios com mais segurança. Agora só se trabalha com um ou dois clubes, no máximo, o resto já está definido, e não podemos andar a fazer mais promessas. Segundo as informações que tenho, eles estão precisamente à espera do final do campeonato para entrarem em acção, mas ninguém sabe quem é que vai ser incomodado. Penso que ninguém nos vai tocar. Reginaldo ficou um pouco assustado e lembrou-se de George Gomes. Tinha de o avisar, mas deixou essa diligência para o dia seguinte, lamentando-se a GC: -Quem tem a culpa disto tudo são esses filhos da puta dos jornais. Andam para aí a levantar a suspeição e não nos deixam trabalhar à vontade. Se pudesse, matava-os a todos. Nem fodem nem deixam foder. Nessa noite, Reginaldo quase nem dormiu a pensar no que lhe podia acontecer. Depois de Reginaldo ter falado com George Gomes e lhe ter explicado a conversa que tivera com o presidente, avisando-o dos cuidados a ter, numa primeira reacção, este começou a tremer, assustado, mas acalmou-se quando o seu raciocínio o levou a pensar que para tocarem nele tinham de tocar em GC. -O homem tem muita força. Ninguém lhe chega. Nós estamos protegidos. Reginaldo abanou a cabeça, concordando com a sua análise, mas deixou na mesma o aviso: -Temos de ter cuidado. As coisas não estão fáceis. George Gomes tinha compromissos assumidos. Longe iam os dias em que vivia numa ilha, tinha de mijar num penico e, para necessidades mais sólidas, percorrer 50 metros e ficar em fila de espera à porta de uma retrete que servia os restantes 20 inquilinos. Já tinha largado o pesado martelo de bate-chapas, estava habituado a bons apartamentos e a passar férias no estrangeiro em bons hotéis. Necessitava de solidificar a sua pequena fortuna, porque, se a organização se desmoronasse, estes hábitos ficavam seriamente comprometidos. George Gomes não olhava a meios para atingir fins. A vigarice estava-lhe no sangue. O sentido de amizade e reconhecimento, para ele, simplesmente não existiam, e em vez dos cuidados a que fora aconselhado, começou a fazer os seu negócios vigarizando alguns dos seus melhores clientes. A acção de George Gomes chegou ao conhecimento de GC, e este não ficou nada contente com a situação. Mandou chamar Reginaldo e ordenou-lhe o despedimento da criatura: -Não o quero ver mas ao serviço do nosso clube. Esse gajo é um filho da puta de um vigarista. Não conhece ninguém, e é capaz de nos comprometer seriamente. Rua com ele! -Mas presidente... se ele dá com a língua nos dentes? -Fica sem ela! Safa-te da forma que quiseres. Foste tu que o trouxeste, agora arruma tudo com ele. Reginaldo saiu do gabinete de GC sem saber muito bem o que devia fazer, mas duma coisa tinha a certeza: o Gomes era mesmo um indivíduo sem escrúpulos. Logo que o encontrou, fez-lhe saber que o presidente o queria na rua: -Não tiveste juízo, acabou aqui a tua história. George Gomes sorriu com cinismo e disse sem mais delongas: -Vocês não julguem que se livram de mim com tanta facilidade. Se eu cair, vocês caem comigo, principalmente tu Reginaldo. Lembra-te que nos orientámos muitas vezes em negócios que o presidente nem sonhava que se faziam, e se me mandarem embora, chibo-me. Reginaldo ficou assustado e, sabendo que George Gomes era mesmo capaz de cumprir a sua promessa, resolveu dar a volta doutra forma à situação. -Eu vou falar com o presidente novamente, mas tu tens de me prometer que vais cumprir as ordens que te damos e não vais andar para aí a fazer mais merda. Virou-lhe as costas e entrou no seu carro a pensar como é que se poderia livrar daquela encrenca. Só havia realmente uma saída: obrigar o presidente a recuar na sua acção. Naquela mesma noite, encontrou-se com Galo da Costa e pediu-lhe para repensar a sua posição: -Ó presidente, o George está arrependido do que fez. Vamos dar-lhe outra oportunidade... -Nem penses nisso. Esse gajo já fez merda de mais para continuar ao nosso serviço. Ele pode comprometer toda a nossa acção. Rua com ele... Não há contemplações. Reginaldo ficou entalado e sem palavras. Olhou a alcatifa do gabinete de GC, sem saber muito bem o que havia de fazer. Com a biqueira do sapato começou a raspar o desenho que nela estava inserido e resolveu arriscar, quando disse: -Presidente! Se ele for embora, eu também vou. GC saltou da cadeira e não queria acreditar no que estava a ouvir. Sabia que, naquele momento, não podia prescindir dos serviços de Reginaldo e era demasiado perigoso deixá-lo fora da organização. Era a primeira traição do seu dilecto amigo. Do seu confidente. Do homem da sua confiança. Sem saber muito bem o que devia fazer, GC sentiu que estava a ser refém dos monstros que criara e resolveu actuar com mais precaução: -Ele é assim tão teu amigo? Não estás a confiar demasiado num gajo que não vale nada? Reginaldo não respondeu, e GC, passeando-se pelo gabinete, esperou alguns minutos até pronunciar a sua sentença. Sabia que não podia perder autoridade e tinha de arranjar uma solução. -Vou pensar no assunto e depois digo-te alguma coisa. Mas ficas a saber que te vou responsabilizar por toda a merda que esse gajo fizer. Reginaldo saiu do gabinete mais descansado, enquanto GC registava a primeira traição do seu maior amigo. George Gomes aguentou-se no seu primeiro round. Dias depois, a Polícia Judiciária entrava em acção. Os grandes problemas foram esquecidos, porque, tal como tudo tinha começado há vinte anos atrás, o slogan revolucionário continuava a ter a mesma força: «Só unidos venceremos...» (...)”.
Continua...
Nota: Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.
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quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Ainda há muito a fazer...

Caros AMIGOS,
Ainda a propósito do jogo de ontem...
Não se pense que está tudo bem, porque não está. Este Benfica continua a revelar muitas fragilidades em alguns sectores, senão vejamos:
Quim - Em grande forma. Boas intervenções, mas numa delas largou a bola e... Só acontece a quem lá anda.
Maxi - A lateral não me convence. Talvez seja mais útil no meio-campo.
Léo - Cumpriu, mas ainda não atingiu a sua melhor forma. Na 2ª parte, duas precipitações ao
rapidíssimo McGeady proporcionaram lances muito perigosos para Quim. A rever os seus intentos.
Katsouranis - Não consigo compreender o que vai na cabeça de Camacho. Com dois centrais de raíz no banco e com Zoro a subir de forma -há que rentabilizar o jogador- porque se desperdiça o talento que Katso impõe no meio-campo?!
Luisão - É um bom central, mas não é um central completo. Um central completo transporta a bola, cria desequilíbrios na equipa contrária e marca golos. A Luisão falta-lhe, por vezes, algum discernimento nos passes longos que efectua. Contra este tipo de equipas -britânicas- e salvo raras excepções, é bola rasteira até ao momento do cruzamento na linha... de fundo!
Binya - É actualmente o grande pulmão da equipa na recuperação de bolas. Não se furta ao choque e revela uma adaptação fantástica.
Rui Costa - Está a perder o fulgor do início da época, mas não deixa de ser uma peça fundamental na manobra ofensiva da equipa. Quando mais ninguém conseguia resolver, o Rui colocou mãos à obra e foi para cima dos escoceses, levando a equipa consigo.
Nuno Assis - Parece-me ainda afectado com a situação de que foi alvo na época transacta. No entanto tem a obrigação de fazer muito melhor, porque é um grande jogador. Jogou muito colado à linha. Há que ser mais rápido a soltar a bola, mas para isso os colegas têm que colaborar.
Rodríguez - O mais inconformado na 1ª parte. Correu, correu, correu... Tentou tabelinhas com Cardozo e estas não saíram como o esperado. Na 2ª parte foi-se abaixo o que é normal para aquilo que correu nos primeiros 45 minutos. Sr. Veira compre este rapaz!
Bergessio - Muito esforçado, mas não chega. É necessário criar espaços para Cardozo. Falta-lhe velocidade, confiança e entrosamento. Por vezes parece -e está- perdido no campo. Mas os assobios que lhe dirigiram não vão fazer com que seja melhor, bem pelo contrário.
Cardozo - "O que é que é preciso?!" dizia ontem Miguel Prates. Mala pata?! Não! Óscar Cardozo é um finalizador nato e não um jogador para tabelar como Rodríguez quis fazer crer, e muito menos jogar de costas para a baliza. A missão de tabelar é com Bergessio. Cardozo marcou um golo de boa execução técnica, mas também falhou outros. Este golo, certamente, dar-lhe-á mais confiança.
Freddy Adu - Tem vontade de vencer, de ultrapassar os desafios que a imaturidade lhe proporciona. Tem vindo a subir aos poucos, a adaptar-se a uma nova realidade. Deixem-no crescer...
Di María - Tem tanto de talento como cara de puto reguila. É uma pedra preciosa a ser trabalhada. Deslumbra-se com facilidade e isso sai caro à equipa. Passe fabuloso para Cardozo finalizar. O Benfica acelerou o seu jogo com a entrada de Di María e de Adu.
Luís Filipe - Quem?! Oh presidente Vieira, pare de mandar areia para os olhos dos sócios.
Para finalizar...:
A moldura humana no nosso estádio foi MISERÁVEL. (Será o fim do mês?!)
Quem quiser assobiar a equipa fique em casa. Devem, isso sim, apoiar, gritar pelos jogadores e incentivá-los a ganhar!
Uma(s) palavra(s) de apreço para os adeptos do Celtic FC. Impecáveis. Ordeiros, educados, com fair-play e incasáveis no apoia à sua equipa. E tudo com muito álcool à mistura. -Afinal o álcool não serve de desculpa para outro tipo de aventuras...
P.S.- Imagem do Cardozo roubada ao amigo Vermelhovzky.
P.S.2- Amanhã há "Polvo" para o pequeno-almoço...
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terça-feira, 23 de outubro de 2007
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Unhas... de Fome

Segundo se sabe foi prometida a devida homenagem a um jogador que acabou a sua carreira de forma precoce... Ivaylo Iordanov. Foi um dos jogadores que conquistaram o título lagarto depois da longa travessia do Sahara durante 18!!! penosos anos.
O clube da Osga não está disposto a realizar um encontro de homenagem a Ivaylo Iordanov por considerar “o jogo pouco interessante, que levará pouca gente ao estádio e que terá um grande prejuízo com a organização do mesmo". afirmou José Serrão, advogado de Iordanov.
Para o advogado, o jogo de homenagem "é um direito que resulta de um contrato assinado pelo Sporting e o Iordanov", sendo que o antigo futebolista apenas quer que o clube "cumpra o que contratou" quando o búlgaro terminou a carreira de futebolista e passou a treinador das camadas jovens. José Serrão lembrou que Iordanov "é uma figura carismática da família leonina e do desporto nacional" e que o jogador quer "despedir-se da massa associativa do Sporting, que sempre o acarinhou".
Vejam lá se ajudam o rapaz que sempre foi um grande profissional e demonstrou a sua lealdade para com o emblema chorão ou cornão (como lhe quiserem chamar).
O clube da Osga não está disposto a realizar um encontro de homenagem a Ivaylo Iordanov por considerar “o jogo pouco interessante, que levará pouca gente ao estádio e que terá um grande prejuízo com a organização do mesmo". afirmou José Serrão, advogado de Iordanov.
Para o advogado, o jogo de homenagem "é um direito que resulta de um contrato assinado pelo Sporting e o Iordanov", sendo que o antigo futebolista apenas quer que o clube "cumpra o que contratou" quando o búlgaro terminou a carreira de futebolista e passou a treinador das camadas jovens. José Serrão lembrou que Iordanov "é uma figura carismática da família leonina e do desporto nacional" e que o jogador quer "despedir-se da massa associativa do Sporting, que sempre o acarinhou".
Vejam lá se ajudam o rapaz que sempre foi um grande profissional e demonstrou a sua lealdade para com o emblema chorão ou cornão (como lhe quiserem chamar).
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segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Sem Vergonha No Focinho...

Foi impressionante a Jornada deste fim de semana, fiquei agora convencido que o 1º e 2º lugar está entregue e apesar dos processos em tribunal nada ou quase nada mudou...
Em Coimbra aquele penalty se fosse a favor de SLB não era marcado e não tenho duvida nenhuma nisso. Em Alvalade o 1º golo do Zbording é um escandalo como à muito não via, foi impossivel o sr Arbitro não ter visto, e não me digam que foi 3-0 e ficava 2 porque isso é de quem não percebe um caralho de futebol!!
Bem e em Leiria fiquei com a certeza de que esta epoca vai ser dificil, muito dificil ganhar jogos, existem 3 faltas sobre o Cardozo á entrada da aréa que não foram marcadas, 3 Foras de jogo em que em 2 deles o nosso jogador ficava isolado também mal marcados, 1 penalty clamoroso sobre o Nuno Gomes e não chegando ainda aquele boi do caralho no ultimo minuto marca uma falta inexistente á entrada da aréa do SLB para o Leiria empatar no fim do jogo...
Sabe-se agora porque existiu a manobra na Reboleira na taça da liga, é facil de ver não é??
Metia-os a todos dentro de uma panela com agua a ferver, filhos da puta!!!!
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quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Há pois é!!!!
Só conheço um animal que não gosta do VERMELHO... A lagartada e a filha da putada do norte não gostam e só querem é marrar com o vermelho...| Reacções: |
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
PALHACITOS!!!!
Então ontem o 1º golo do sporting marcado por este palhacito em falta (claro pé em riste) não mereceu por parte de Paulo Bento nenhum comentario???Foda-se andam-se a chorar desde que começou a época que são roubados e ninguém fala deste escandalo internacional???
PS- Não me esqueci também do penalti que ficou por marcar a favor do setubal em alvalade...
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segunda-feira, 1 de outubro de 2007
VERGONHA!!!
Sábado uma hora antes do jogo os robocops invadiram a sala de convivio junto ás claques do Benfica, como é obvio o pessoal não reagiu bem e foi arremessado objectos contra os acab!!!A bofia entretanto entrou a matar ao pessoal e ainda levou um gajo pelos cabelos lá para fora...
ps- Somos perseguidos dentro e fora de campo...
ps2- Os lagartos conseguiram virar o contexto, o Benfica foi roubado e eles afinal é que são os coitadinhos, Sr Luis Filipe Vieira acabou-se as entrevistas para os filhos da puta dos jornalistas sff, e também era bom que os proibisse de entrar na luz até eles serem isentos e imparciais...
ps3- Não houve nenhum cabrão de um jornalista na conferencia de imprensa capaz de perguntar ao boi do Paulo Bento o que ele tinha a dizer do penalty roubado ao setubal em alvalade na passada semana???dasss!!!
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